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Título Original:
Monster's Ball
País: Estados Unidos
Ano: 2001
Duração: 111 minutos
Drama/16 anos
Direção: Marc Foster
Elenco:
Billy Bob Thornton, Halle Berry, Heath Ledger, Peter
Boyle, Sean 'Puffy Dad' Combs, Coronji Calhoun.
Página
Oficial |
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Que Halle Berry foi a primeira negra a ganhar
o Oscar de melhor atriz todos já sabem.
Só que ainda não foi possível
conferir se ela mereceu.
É
que A Última Ceia demorou um pouco
para estrear aqui em Floripa. Mas a partir de
hoje todos podem tirar suas próprias conclusões.
Se foi tudo no embalo das homenagens aos atores
negros - há quem diga que foi puro marketing
- ou se foi realmente o talento da atriz que superou
as expectativas. Lembrem-se que a favorita era
Nicole Kidman por Moulin Rouge.
A
ficha técnica do filme não conta
com nomes dos mais conhecidos. O diretor é
o suíço Marc Foster, praticamente
estreante em Hollywood, que foi muito elogiado
pela forma como deu vida ao roteiro de Milo Addica
e Will Rokos.
Berry
faz Letícia, a mulher de um negro condenado
à morte (Sean Combs), que Hank Grotowsky
(Billy Bob Thornton) ajudou a conduzir à
cadeira elétrica. O filho do carcereiro,
Sonny (Heath Ledger), não consegue trabalhar
com a mesma frieza do pai e passa mal durante
as execuções. O pai de Hank, Buck
Grotowsky (Peter Boyle) criou o filho com todo
o ranço racista do sul dos Estados Unidos.
A
típica história de ódio racial
sofre uma virada quando Hank e Letícia
se apaixonam. A partir daí só vendo
o filme para certificar-se sobre a premiada atuação
de Halle Berry, sobre o roteiro indicado ao Oscar
e outros detalhes.
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O filme vale a pena, a atuação de
Halle Berry é digna de premiação,
mas não há nada de novo ou surpreendente
em A Última Ceia.
Há
quem pergunte se o nome do filme tem alguma relação
com a passagem bíblica. Não tem
nada a ver! O título original Monster's
Ball, é uma alusão à
refeição dada ao preso condenado
à morte em sua última noite. Mas
a história em geral não gira em
torno do tema pena de morte. O filme fala do rompimento
com valores antigos, trazidos pela família
há gerações e das mudanças
que uma pessoa pode sofrer quando apaixonada.
A
história de ódio racial - transmitida
de pai para filho - fica clara quando o velho
Buck (Peter Boyle) manda o filho Hank (Billy Bob
Thornton) expulsar com uma arma os meninos negros
que, convidados pelo neto Sonny (Heath Ledger),
brincavam nos arredores de sua casa.
Hank
e Sonny seguem os passos de Buck como policiais
que cuidam de presos no corredor da morte. Entretanto,
como se não bastasse o convívio
com os negros, Sonny tem um acesso de vômito
ao levar um condenado à cadeira elétrica.
Para o pai fica comprovado que ele não
consegue executar os serviços com a frieza
necessária. A partir daí ele passa
a tratar o filho como um covarde.
Até
determinada parte do filme, Halle Berry - que
faz Leticia, viúva do condenado à
morte - não aparece muito. O início
passa rápido, talvez pela expectativa em
ver a ganhadora do Oscar. Quando a história
em si começa, você fica só
esperando algo acontecer de uma vez. O filme é
um tanto quanto lento.
A
cena de sexo entre Sonny e uma prostituta, no
início do filme, é tão frívola
quanto a execução do condenado.
Assim é grande parte da película,
a vida dos personagens continua extremamente leviana
e o roteiro nos leva a acreditar que a qualquer
momento haverá uma espécie de surpresa.
A
quebra acontece na belíssima seqüência
em que Hank vai até a casa de Leticia e
os dois acabam se entregando um ao outro. A atriz
mostra que sabia muito bem quem era seu personagem,
faz uma ótima transição entre
sentimentos de ódio e paixão, ri
e chora envolvendo o espectador.
Não
há dúvidas que fica mais fácil
ser reconhecido como ator com trabalhos dramáticos,
considerados mais difíceis. A Academia
também ajudou quando tratou de resolver
todas as injustiças com atores negros na
mesma noite. Mas Halle Berry mostrou que, além
de uma bela mulher, tem um futuro muito promissor
em sua carreira. Thornton também teve uma
boa atuação. O restante não
foge do lugar comum.
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