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Todo
filme estreado por Richard Gere é bem assistido
no Brasil. Foi o caso do recente Infidelidade
e tantos outros da imensa filmografia do ator.
Mas poucos sabem que a atração principal
de A Última Profecia é o diretor
Mark Pellington, cujo trabalho antecessor foi
o ótimo Os Suspeitos da Rua Arlington.
Mark
Pellington parece ser daqueles poucos diretores
de Hollywood que espera a oportunidade de fazer
um bom trabalho. O título original "The
Mothman Prophecies" se refere a fatos relatados
no livro do pesquisador John A. Keel (papel de
Gere). Ou seja, a trama é baseada em fatos
reais - fato que deixa o filme melhor ainda -
ocorrido na metade dos anos 60.
A
história gira em torno de acontecimentos
sobrenaturais, que passam a ocorrer depois de
um acidente em que o personagem de Gere perde
a esposa (Debra Messing). A causa é justamente
alguma coisa que ela vê misteriosamente.
A partir de então Gere vai parar num lugar
chamado Point Pleasant, W. Virginia. Lá
as pessoas convivem com eventos como o aparecimento
de luzes, telefonemas misteriosos e outros que
não vale descrever aqui para manter o mistério.
Não
se trata de um trabalho daqueles que exige muito
raciocínio. Mas o suspense é muito
bem feito e funciona com o espectador. Talvez
o fato de ser uma história nova ajude também.
Alguém
um pouco mais exigente talvez pense que o suspense
fica repetitivo, quando a história se encaminha
para o final. Pode até ser, mas nada que
desmereça o filme. Pellington sempre traz
algo de novo, surpreendente, curioso e talvez
assustador.
A
crítica rechaçou o filme, tanto
que nos Estados Unidos a bilheteria foi bem abaixo
do esperado. Dizem que não há nada
de suspense e que o assunto principal: a paranormalidade,
acaba sendo pretexto para uma série de
inexplicáveis acontecimentos. Como é
que Gere foi parar em West Virginia? Pode até
ser. Mas A Última Profecia merece o ingresso.
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