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- 10 de maio
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Figueirense comemora conquista do turno Abel Ribeiro já prepara equipe para tentar vencer returno Florianópolis - Todos que estavam no Estádio Orlando Scarpelli, no sábado, torcendo para que o Figueirense conquistasse a taça de campeão da 1ª etapa do Campeonato Catarinense de 1999, viveram a angústia da expectativa. Tenso e muito agitado, o técnico Abel Ribeiro gesticulava, gritava e silenciava durante o espetáculo que comoveu jogadores, torcida e até repórteres. Houve até quem tenha sofrido uma crise de hipertensão, e quem tenha se ferido seriamente ao tentar pular o alambrado. Mas o sofrimento valeu a pena. Com o apito final do árbitro, que quase foi agredido pelos jogadores do Joinville, o sábado à noite de Florianópolis se transformou numa verdadeira festa. A decisão terminou em 2 a 2, favorecendo o time da casa. Apesar do resultado positivo, o Figueirense ainda tem que suar a camisa para se consagrar campeão do Catarinense. Abel Ribeiro não sabe ao certo qual será o esquema para que tenha sucesso na próxima fase. Adianta apenas que os treinos recomeçam na quarta-feira e a equipe será analisada em campo. Elenco Embora guarde segredo de como irá agir daqui para frente, o técnico deixou escapar que gostou a atuação do goleiro Leandro, que substituiu Maurício, afastado do jogo por problema de estiramento: "Ele tem personalidade e percebemos que podemos contar com ele. Mas nesta semana o Maurício deve retornar". Silvio, outro goleiro fora dos gramados em função de uma distensão muscular, deverá voltar aos campos nos próximos 15 dias, segundo o médico Sérgio Parucker. O lateral direito Aruba, também com problemas musculares, já está recuperado, e ampliará o leque de opções de Abel Ribeiro. Enquanto alguns jogadores retornam aos treinos, a equipe médica do Figueirense avaliará a situação de Daniel Frasson, contundido na coxa direita e a de Genilson, que reclamou de dores musculares, ao término da decisão com o Joinville. Paruker diz, porém, que o estado clínico dos dois não é preocupante. "Mas só saberei o verdadeiro quadro no decorrer da semana". Quem pensa que os jogadores do banco de reserva ficam tranqüilos durante uma partida de futebol, está enganado. Eles são os que mais sofrem. Pelo menos é o que diz o zagueiro Vladimir, que passou todo os primeiro tempo da decisão com o Joinville no banco. "O sentimento que temos é de impotência. Queremos ajudar, mas estamos limitados. A única coisa que fazemos é dar apoio moral". Fonte: Sílvia Pinter/A Notícia Genílson marca dois gols e termina como artilheiro Florianópolis - Tanto com os pés como com a cabeça, o atacante Genilson é uma fera. Ele não morde, mas quando decide colocar a bola para dentro da rede, o alvo é certeiro. Foram dele os dois gols que levaram os alvinegros à loucura. O primeiro surgiu de uma bola cruzada, que Genílson colocou de cabeça para dentro do gol sem pestanejar. E na cobrança de pênalti, o atacante bateu tranqüilo, e levou o time à vitória. "Sabia que era uma responsabilidade, mas a tranquilidade é essencial num momento desses", pondera. Goleador do Figueirense, Genilson fez 15 gols na primeira etapa do Catarinense. E como todo profissional ambicioso, o atacante diz que o seu maior sonho é jogar em um time "grande". Não tem preferências. Garante que "qualquer um tá bom". Ele está no Figueirense desde julho do ano passado. Veio do ABC de Natal, onde ficou seis meses. Também jogou no Joinville e no Marcílio Dias. Mas faz questão de destacar: "O Figueirense é uma das melhores equipes que já joguei". Casado e sem filhos, Genilson luta pelo segundo título de sua vida. O primeiro ele conquistou quando ainda estava no ABC. O atacante Aldrovani também é um dos jogadores que está se destacando na equipe alvinegra. Vice artilheiro do Figueirense com sete gols, ele iniciou a temporada como titular, mas logo perdeu a posição para o centroavante Gilson. Garante, porém, que isto não o abalou. E para provar o que diz, voltou para à posição no jogo com o Criciúma, e levou a equipe para a seminifinal do turno, marcando o único gol da partida. E no jogo com o Joinville, não deu moleza para o adversário. Fonte: Sílvia Pinter/A Notícia Zé Carlos também reclama do árbitro Florianópolis - O coordenador executivo e ex-presidente do Figueirense, José Carlos da Silva, julgou ontem como irresponsáveis as acusações de armação feitas pelo presidente do Joinville Márcio Vogelsanger. O dirigente do JEC referiu-se ao polêmico lance que deu origem ao pênalti aos 14 minutos e 30 segundos do segundo tempo da prorrogação, consolidado no gol de empate e que deu o título do turno ao Figueirense. "Partindo do Márcio, este tipo de acusação até surpreende. O mais prejudicado pelo árbitro naquele jogo foi o Figueirense. Ele distribuiu três cartões, mesmo antes dos 20 minutos do primeiro tempo, e inibiu nossos jogadores. Se há alguma armação, ele que prove!" rebate José Carlos. O primeiro gol do Joinville, segundo José Carlos, também foi consequência de um vacilo fatal da arbitragem. O dirigente alega que o atacante Claudiomir sofreu nítida falta e o árbitro deu sequência à jogada que originou o gol da prorrogação, marcado por Renato. "O Figueirense sempre foi o clube mais prejudicado pela arbitragem na história do futebol de Santa Catarina. O Joinville tem que considerar que muitas vezes já saiu de nossa casa acompanhado de troféus e aplaudido de pé pela nossa torcida". Fonte: A Notícia Vogelsanger vê armação para beneficiar o Figueira Presidente do JEC diz que Federação quer time da Capital como campeão Joinville - O presidente do Joinville Esporte Clube, Márcio Vogelsanger, normalmente comedido em suas declarações, perdeu a paciência após o jogo de sábado, na Capital, quando sua equipe foi prejudicada com a marcação de um pênalti inexistente, no final da prorrogação. "Foi uma armação total contra o Joinville. Seria mais digno se a Federação organizasse um amistoso do Figueirense com o Biguaçu, na próxima semana, e entregasse o troféu de campeão do Estado ao Figueirense. Os outros clubes economizariam com isto", desabafou. Vogelsanger disse que passou o dia de domingo recebendo telefonemas de apoio de torcedores e dirigentes de outros clubes - "de Criciúma a Fraiburgo". Hoje à noite ele reúne a diretoria executiva para analisar os fatos ocorridos no sábado. A possibilidade de o Joinville abandonar o campeonato será analisada. Tudo dependerá da posição da maioria dos diretores. "Temos de pensar com mais calma porque uma decisão como esta acarreta consequências. Mas com como é que eu vou pedir para o torcedor ir ao estádio ou para um empresário apoiar o clube, se as cartas estão marcadas ?", indagou. Delfim O dirigente do Joinville não poupou o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto Filho. Vogelsanger entende que a a Federação tem interesse em beneficiar o Figueirense e que teve influência nas decisões de Gílson Pauletti dentro de campo. "O Delfim deveria estar envergonhado com tudo o que aconteceu. Só que para ele estava tudo normal. A Federação perdeu todo o respeito possível neste campeonato. Não posso provar, mas as evidências são claríssimas de que tudo estava armado para beneficiar o Figueirense", destacou. No final do jogo, no sábado, o Joinville recebeu a informação de que o zagueiro Carlinhos do Figueirense, que veio do futebol alemão, estaria atuando de forma irregular - problemas de registro na Federação Catarinense de Futebol. A diretoria do Joinville já pediu ao departamento jurídico para analisar o caso. "Como ex-jogador, não gostaria de ganhar um título nessa circunstâncias, mas, depois do que aconteceu no sábado, vamos até a última instância para investigar essa denúncia", disse o diretor de futebol Osni Fontan. Fonte: Anildo Jorge/A Notícia Ricardo Pinto é o novo reforço Ricardo Pinto, 34 anos, chega hoje para assinar contrato com o JEC Joinville - O goleiro Ricardo Pinto, 34 anos, 1m84, é o novo reforço do Joinville para a segunda etapa (returno) do Campeonato Catarinense. Dono do passe, Ricardo teve como último clube o União São João, de Araras/SP. O goleiro assinará contrato por três meses, até o final do Campeonato Catarinense. "Vou para Joinville com o objetivo de colaborar com o treinador e o grupo. Se vou jogar ou não, dependerá do treinador", disse o jogador, por telefone, ontem de Curitiba, onde reside. Ricardo Pinto começou sua carreira na Desportiva do Espírito Santo, em 1982. Depois se transferiu para o Fluminense, em 84, clube que defendeu por nove anos. Sua melhor fase, porém, foi no Atlético Paranaense, quando ganhou títulos e destaque. No Atlético/PR, ele também viveu momento difícil que quase resultou no fim de sua carreira - agressão de um torcedor no campo do Fluminense, no Brasileiro de 97. O novo goleiro deve começar a treinar amanhã à tarde, quando todos os jogadores do Joinville se reapresentam. O primeiro jogo do returno será contra o Botafogo, de Xanxerê, domingo, às 16 horas, no Ernestão. Fonte: Anildo Jorge/A Notícia O duelo entre os técnicos Num jogo marcado por fortes emoções e muita raça dos jogadores, a disputa entre Abel e Bonamigo foi um destaque à parte Jogos de decisão geralmente são disputados mais na raça que na tática. O empate de 1 a 1 no tempo normal e 1 a 1 na prorrogação entre Figueirense e Joinville, no sábado, foi uma exceção. Mais de vinte mil torcedores foram ao Estádio Orlando Scarpelli assistir ao duelo entre os técnicos Abel Ribeiro, do Figueirense, e Paulo Bonamigo, do Joinville. Não que tenha faltado raça. Logo nos primeiros instantes da partida, configurou-se uma situação que iria se prolongar até a metade da segunda etapa: as duas equipes faziam marcação individual. E cerrada. Assim, logo formaram-se duplas que se perseguiam por toda a extensão do gramado. Perivaldo e Paulinho, Daniel Frasson e Marquinhos Rosa, Coracini e Júlio César, Clóvis e Edinho, Rémerson e Genílson. Os dois times avançavam tocando pelo meio e esbarravam na forte marcação adversária, originando poucos lances de gol. O JEC marcou com Marco Antônio em uma das raras oportunidades e, na saída para o intervalo, a torcida alvinegra ensaiou uma vaia e pediu mais raça. Na segunda etapa, Abel colocou Fabinho e Claudiomir. Fabinho sumiu mas Claudiomir sacudiu o meio-campo do Figueira e armou as principais jogadas. Aos 17min aconteceu um lance que mudou a história do jogo. O atacante Aldrovani pegou um rebote no meio-campo e chutou no travessão. O Scarpelli se transformou em um caldeirão. Durante três minutos, com uma pressão intensa da torcida, o alvinegro massacrou o JEC, até conseguir o gol, com Genílson. Com o empate, o Joinville partiu para cima e o Figueirense passou a jogar no contra-ataque, com Claudiomir. Ao final do jogo, uma confusão provocou a expulsão de Paulinho e Fabinho. Na prorrogação, foi a vez de Paulo Bonamigo dar o troco. Sacou Élton Corrêa, com uma grande atuação, e botou Renato. O próprio Renato, a dois minutos do final, que fez um golaço, metendo a bola no ângulo. Foi aí que a raça passou a fazer diferença. Genílson sofreu um pênalti duvidoso nos descontos e marcou, devolvendo o título às mãos do Figueira. Com a expulsão de Daniel Frasson, foi a segunda vez que o Figueirense, com nove jogadores, venceu o JEC no Estadual. Fonte: Maurício Xavier/Diário Catarinense Perivaldo Pit Bull ganha o duelo e anula Paulinho Luís Carlos Vargas é Perivaldo, é Pit Bull e é ídolo da torcida alvinegra. E, no jogo de sábado, foi a grande dor de cabeça do meio-campo Paulinho, um dos melhores jogadores do Joinville durante o primeiro turno do Estadual, que não conseguiu repetir as boas atuações simplesmente porque Peri não deixou ele jogar. Marcando o adversário sempre dois passos atrás, Perivaldo sabia a hora certa de interceptar os passes que Paulinho recebia dos companheiros. Quando o joinvilense conseguia dominar a bola, o alvinegro dava um toque sutil, desarmando sem fazer a falta. Ou fazendo a falta, muitas vezes. Aos 40min do primeiro tempo, Perivaldo largou Paulinho por instantes e o meia levou falta de Carlinhos, próximo à linha de fundo. Na seqüência do lance saiu o gol do JEC. No final do segundo tempo, Paulinho se envolveu em uma confusão com Fabinho e foi expulso, coroando a apresentação do Pit Bull do Scarpelli, que passou a azucrinar Renato. Após o jogo, Perivaldo foi carregado nos ombros pela massa alvinegra e a chuteira nova, que havia recebido de presente na véspera da decisão, acabou sendo levada por um torcedor mais empolgado. Fonte: Diário Catarinense Abel reza em Nova Trento Treinador campeão foi com a família agradecer à Madre Paulina a conquista do título, depois dos momentos de tensão na decisão de sábado Depois do dever cumprido nada mais justo do que um relax, e, de preferência, com a família. Assim foi o dia seguinte do técnico do Figueirense, Abel Ribeiro. Após o jogo dramático de sábado, no Scarpelli, contra o Joinville, que deu o título de campeão do primeiro turno para sua equipe, Abel foi com a família a Nova Trento, agradecer à Madre Paulina. “Passamos toda a manhã de domingo buscando a paz e o conforto espiritual”, disse. Ele dedicou o título à esposa, Olga, e à filha Cristina. “São elas que nos momentos difíceis me consolam”, afirmou. Ele contou que deu dois dias de folga para os jogadores comemorarem com seus familiares. A reapresentação será na quarta-feira, onde o grupo faz uma desintoxicação e já começa a trabalhar com bola. No domingo o Figueirense joga contra a Chapecoense pelo segundo turno. “A euforia já passou, agora é pensar no próximo compromisso. Temos que dar seqüência a excelente campanha que fizemos na primeira etapa”, prometeu. Para o jogo de domingo, o técnico não pode contar com Daniel e Fabinho, expulsos contra o Joinville, e Polaco, que recebeu o terceiro cartão amarelo. O goleador Genílson sentiu a coxa, sábado, na polêmica jogada do pênalti, e passou a ser dúvida para Abel. Na opinião do técnico, o adversário apresentou um volume de jogo maior, principalmente no primeiro tempo. “Mas nossa equipe mostrou raça e conseguiu empatar na segunda etapa. Quando sofremos aquele gol do Renato na prorrogação, pensei que todo trabalho tinha ido por água abaixo, mas Deus nos iluminou com a jogada de Genílson no finalzinho da partida”, disse, referindo-se ao pênalti. Demonstrando tranquilidade aos atletas, Abel atravessou o gramado e conversou com Genílson. Sentiu que o artilheiro do campeonato estava confiante para bater o pênalti. A cobrança foi perfeita e Abel suspirou aliviado. Já não havia mais aquela tensão do início do jogo. Antes da partida começar, o treinador, pensativo, concedia entrevistas prevendo uma grande partida. Um jogo de enlouquecer a torcida e esgotar suas próprias forças. Logo nos primeiros minutos ele já estava posicionado, como sempre, em pé, ao lado do campo, um dos braços cruzados sobre o tórax, o outro apoiado, a mão no rosto. Foram 120 minutos de angústia, sempre gritando com seus jogadores. A explosão da felicidade veio somente quando o árbitro terminou o jogo. Aí foi só festa, que terminou de madrugada na churrascaria Guaciara. Fonte: Colombo De Souza/Diário Catarinense Torcedor sobe no alambrado e cai de uma altura de 5 metros O torcedor do Figueirense, Sandro Ricardo Nascimento, 38 anos, foi comemorar o gol de Genílson junto ao alambrado, que separa a arquibancada e a extinta coloninha, e caiu de uma altura de aproximadamente 5 metros. Nascimento bateu com a cabeça no lage de cimento e ficou desacordado. Quebrou um dente e teve um corte na cabeça. “Ele está alcoolizado”, comentaram os paramédicos, que imobilizaram o pescoço do torcedor, com um colete cervical, para transportá-lo de maca à ambulância. Nascimento foi levado para o Hospital de Florianópolis, onde passou por uma avaliação médica mais detalhada. Antes de atender esta ocorrência, a mesma equipe de paramédicos, já havia levado para o hospital outro torcedor (não identificado) que passou mal, com suspeita de enfarto, quando o Jonville abriu o placar. Mas o esporte que mexe com paixão e sentimentos de pessoas, leva muitos torcedores ao limite de suas emoções, ao ponto de alguns colocarem fogo na bandeira de seus times, quando ocorre algum lance imprevisto, como o gol do meia Renato, que calou a alegria por um minuto apenas; um minuto que parecia eterno. Mas logo em seguida as arquibancadas do Scarpelli voltaram tremer com o gol de pênalti de Genílson. A torcida, eufórica, se misturou à festa dos jogadores, que saíram do campo quase sem roupa. Enquanto isso, o técnico Abel Ribeiro, saíu correndo em direção ao vestiário, onde comemorou em um cantinho no barulhento Scarpelli, a conquista do primeiro turno. “Agora só faltam quatro jogos para sermos campeões”, desabafou. Fonte: Diário Catarinense |
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