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CLIPAGEM
- 27 de abril
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Rodada coloca dois goleiros em evidência Marcos, do Joinville, e Miguel, do Avaí, foram decisivos na garantia de vaga para a semifinal Joinville - A movimentada rodada do Catarinense do final de semana consagrou dois goleiros que foram decisivos na classificação de seus times para a semifinal. No Joinville, Marcos Antônio Ronconi, o Marcão, defendeu pênalti quando faltavam 30 segundos para terminar o jogo. Se falhasse, o time ficaria fora. No Avaí, a emoção ficou por conta de Miguel, goleiro reserva que "fechou" o gol no tempo normal e na prorrogação, sendo ovacionado pela torcida no final da partida. "Era eu, a bola e o cara, mais nada", relembrava ontem o goleiro do Joinville no momento em que o atacante Adriano, do Atlético Alto Vale se preparava para fazer a cobrança. O Joinville havia vencido no tempo normal por 2 a 1 e dependia de apenas um empate na prorrogação para garantir a vaga. Foram dois tempos de 15 minutos da prorrogação de puro nervosismo. Ninguém no estádio poderia imaginar que a 30 segundo do final o Atlético Alto Vale tivesse um pênalti a seu favor, muito menos que o goleiro Marcão, há algumas rodadas tachado pela torcida como "frangueiro", pudesse fazer a defesa. Segundo ele, as chances entre atacante e goleiro são muito desproporcionais, algo em torno de 5 para 1. "Naquele momento, esqueci de tudo. No estádio só havia eu, a bola e o Adriano. Me concentrei e coloquei a sorte nas mãos de Deus", explicava. Marcos Ronconi enfatizava que não houve sorte, nem adivinhação. "O que pesou bastante foi o aspecto psicológico. Eu sabia que ele estava nervoso, porque dependia dele marcar. A responsabilidade era dele. O normal era ele marcar. Minha chance de defesa era muito menor". Cálculo O silêncio das quatro mil pessoas no estádio foi quebrado com o pulo certeiro ao encontro da bola. "Quando ele se preparou, eu olhei firmemente sua posição e avaliei a situação. Como era um cara canhoto e estava na diagonal à minha esquerda, imaginei que ele bateria no canto mais favorável, que era no meu lado esquerdo. Foi para lá que pulei". O chute saiu forte e certeiro naquele lado, porém à meia altura. Marcão havia adivinhado tudo. Pulou ao encontro da bola e conseguiu rebater para o lado, sendo em seguida tocada para fora por um companheiro. Estava ali garantida a vaga para a semifinal, para uma festa há muito tempo não vista no estádio Ernesto Schlemm Sobrinho e uma marcante tristeza entre os jogadores do Atlético Alto Vale. O sonho da vaga parou nas mãos do goleiro. "O que poderia dizer para o Adriano? Não sei. Talvez que ele saiba que da mesma maneira que eu já deixei o lance para trás, que ele busque força interior e prossiga. Ele bateu bem e eu defendi, só isso". Fonte: Wagner Baggio/A Notícia Ex-reserva ganha posição e a confiança da torcida Florianópolis - O goleiro Miguel Angelo Dias Rivera, 31 anos, encerrou no domingo em grande estilo um jejum diferente nos seus 11 anos de carreira. Desde sua profissionalização, jogando pelo Internacional/RS, em 1988, o goleiro avaiano jamais tinha ficado tanto tempo sem vestir a camisa número um nos setes clubes que atuou na carreira. E foi no Avaí que o melhor goleiro de 1998, escolhido por A Notícia, experimentou o desconforto do banco de reservas por inesquecíveis quatro meses. Miguel foi confirmado como novo titular após a partida de domingo diante do Tubarão ao mostrar segurança e a tranquilidade necessária a sua manutenção na equipe principal. "Existem oportunidades na vida que a gente não pode deixar escapar. Ontem (domingo), eu senti que era a minha chance e agora tenho responsabilidade dobrada para me manter na posição", explicou. Emocionado ao ouvir seu nome cantado pela torcida após o jogo que definiu o Avaí como integrante das semifinais do turno do Estadual, Miguel disse ter ficado comovido em defender o clube naquela ocasião especial de carreira. "Joguei e fui bem contra um clube que tenho um carinho muito especial", relembrou. Miguel trilhou os primeiros passos da carreira nas categorias de base do Internacional ao lado de César Silva de 1982 a 1989. Enquanto no banco, o jogador revelou se sentir inconformado creditando à sua mulher, Patrícia, a paciência para alcançar o melhor momento de mostrar seu trabalho. "Eu vivia irritado e ela foi muito importante para segurar a barra. Agora mais tranqüilo, tenho como ambição continuar bem até encerrar o meu contrato, se possível com o título", conclui. Fonte: Julio Castro/A Notícia Perivaldo e Valdeir são as novidades do Figueira Florianópolis - Os retornos dos volantes Perivaldo e Valdeir ao meio-de-campo do Figueirense, são os grandes trunfos do time para a primeira partida da semifinal diante do Criciúma, marcada para amanhã, no sul do Estado. Os dois jogadores cumpriram suspensão automática no último domingo diante do Fraiburgo, descaracterizando sensivelmente o setor do time que em dados momentos chegou a ser dominado pelo adversário. Foi a primeira vez que Valdeir, em 12 partidas do time no Estadual, deixou de atuar. Também ausente na partida, o meia-direita Fabinho, foi liberado ontem pelo médico do clube Sérgio Parucker, mas o técnico Abel Ribeiro deve preservá-lo para o segundo jogo, domingo, no estádio Orlando Scarpelli. A principal preocupação do treinador é quanto ao ocupante da lateral-esquerda. O titular Rafael, continua em recuperação de uma lesão no pé. Silvan, com características mais defensivas, deverá ser mantido na equipe. O recém contratado Daniel Frasson, deverá ganhar a primeira oportunidade no time para jogar no meio-de-campo. Fonte: A Notícia Criciúma terá força total na partida de amanhã Criciúma - Com exceção do zagueiro Clésio, que ainda não foi liberado pelo departamento médico, o técnico Sergio Ramírez terá todos os titulares à disposição, para a primeira partida das semifinais do turno contra o Figueirense, amanhã, às 20h30, no Heriberto Hülse. A única dúvida está no meio-de-campo entre Maciel e Lucianinho, já que Marcos Paulista está garantido no lugar de André. Ramírez, que enviou um olheiro para assistir o jogo entre Figueirense e Fraiburgo, acredita que o time da Capital atuará com três volantes na quarta-feira. O treinador terá um especial cuidado com as jogadas de bola parada, que tem sido muito bem aproveitadas pelo adversário. O zagueiro Gelásio, que já atuou no Figueirense, disse que as duas equipes se equivalem tecnicamente e lembra o último jogo, bastante equilibrado, que terminou empatado de 1 a 1. O Criciúma vai trabalhar em dois turnos nesta terça-feira, para corrigir os erros apresentados contra a Chapecoense. Apesar da vitória aparentemente folgada, Ramírez observou que o time passou por momentos de instabilidade na partida. Fonte: A Notícia Decisão do TJD beneficia Avaí Florianópolis - Uma solicitação feita pelo Figueirense ao presidente da Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva (CD/TJD) da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Pedro Mussi, beneficiou indiretamente o Avaí, que se submeteria ao julgamento de três jogadores esta noite, por atos de indisciplina cometidos no último clássico disputado pelas duas equipes no Estadual. O representante do Figueirense alegou que não poderia comparecer à sessão de julgamento e pediu a prorrogação da apreciação do processo, também com o indiciamento do zagueiro Alexandre Rosa e o gerente de futebol Toninho Quintino, para a próxima semana. O pedido foi aceito e o lateral César Souza, o volante Luiz Fernando e o atacante Jacaré, poderão atuar amanhã diante do Joinville, na primeira partida da semifinal. Para este jogo, o técnico Gonzaga Miliolo não poderá contar com o lateral Zelão e o volante Regis (suspensos). Cedenir e Dirlei serão confirmados como seus substitutos no treino que acontece esta tarde. Fonte: A Notícia Vitória deixa JEC confiante Joinville - Apesar de não poder contar com quatro titulares para enfrentar o Avaí na semifinal amanhã, o técnico do Joinville, Paulo Bonamigo, acredita que a sofrida vitória domingo sofre o Atlético Alto Vale "enche a equipe de moral e confiança". O técnico demonstrou insatisfação com a arbitragem de Paulo Henrique de Godoy Bezerra, principalmente na expulsão de Paulinho, mas preferiu nada comentar. O atacante foi punido com cartão vermelho quando chutou para longe uma bola próxima à lateral. O jogador jura que a bola estava em jogo. O árbitro interpretou como indisciplina. O jogador deixou o campo chorando. Outros que estão fora são o meia Renato, também expulso domingo, o zagueiro Rémerson, suspenso, e o lateral Clóvis, lesionado. As mudanças prováveis são a entrada de Héverton na lateral esquerda, o meia Elton na vaga de Renato e Marco Antônio no lugar do atacante Paulinho. No confronto com o Avaí no primeiro turno, o Joinville abriu a vantagem de 2 a 0 mas cedeu o empate no segundo tempo. Fonte: A Notícia Técnicos analisam seus adversários de amanhã Abel Ribeiro, Gonzaga Milioli, Paulo Bonamigo e Sérgio Ramirez falam sobre as semifinais Enquanto uns desconversam, outros fazem análises profundas. Cada um à sua maneira, os técnicos dos quatro clubes classificados às semifinais do primeiro turno do Campeonato Catarinense analisam seus adversários de amanhã, na abertura da disputa pelas duas vagas na final. Curiosamente, os classificados foram os melhores na fase de classificação do turno. No Estádio Heriberto Hülse, o Criciúma enfrenta o Figueirense e, no Estádio da Ressacada, o Avaí recebe o Joinville. O técnico Abel Ribeiro, do Figueirense, avalia o Cricúma como uma equipe com jogadores jovens, de boa qualidade individual, que sabem tocar com rapidez a bola. “O Criciúma só perdeu quando teve desfalques”, explica Abel. Comparado ao Figueirense, o técnico analisa que os dois times sabem a hora de atacar e de defender, prova de que possuem as defesas menos vazadas e os artilheiros do campeonato. Sobre seu adversário no banco de reservas, diz: “O Sérgio Ramirez é muito competente e, além disso, tem muito carisma”. Ao contrário de Abel, Sérgio Ramirez, técnico do Criciúma, adotou a técnica do silêncio. “Aprendi nestes anos de profissão que em clássicos decisivos o melhor caminho é manter boca-de-siri”, esquiva-se. Ele apenas lembrou que o Figueirense tem um entrosamento perfeito e um grande elenco. “O Abel Ribeiro tem, pelo menos, quatro peças para repôr em cada posição. Isto é um problema para nós, que vamos ter que solucionar”, emenda. Pelo outro confronto, o técnico do Avaí, Luiz Gonzaga Milioli, sabe que seu time vai enfrentar uma pedreira contra o Joinville. “Há doze anos que o JEC não conquista um título estadual. Vai ser um jogo duro”, afirmou. Em sua opinião, não vai acontecer um placar elástico. Luiz Gonzaga acredita numa partida equilibrada. “Vamos tentar fazer o resultado em casa e jogar pelo empate no Ernestão, em Joinville”. Ele disse que nesta reta final não há favorito para o título. Para Paulo Bonamigo, técnico do Joinville, o time do Avaí tem muita maturidade e não se assusta durante o jogo, mesmo em situações adversas. “A equipe joga junta há bastante tempo e tem maturidade e experiência”, afirmou. Ele citou como principal característica do adversário a força do conjunto. “Não estou avaliando os valores individuais mas a pegada do time”, disse. E completa: “Vamos buscar a vitória e aproveitar a vantagem do segundo jogo em casa”. Fonte: Diário Catarinense |
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