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- 2 de maio
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Figueirense decide classificação em casa Equipe da Capital conta com a torcida para superar o Criciúma, hoje Florianópolis - Figueirense e Criciúma decidem hoje, a partir das 16 horas, no estádio Orlando Scarpelli, uma vaga para a final do turno do Campeonato Catarinense. Depois do empate de 2 a 2 no primeiro jogo, quarta-feira, quem vencer no tempo normal assegura a classificação. Novo empate levará a decisão para a prorrogação, onde o time da Capital tem a vantagem do empate por apresentar melhor campanha na primeira fase. Para o Figueirense, a partida desta tarde é o primeiro grande teste da equipe no Estadual. Mesmo beneficiado pelo fator campo e pelo fato de jogar pelo empate no tempo normal e na prorrogação para chegar na final do turno, o encontro com o Criciúma será encarado com extrema responsabilidade. Pelo menos 10 mil torcedores devem assistir ao jogo. Escalação A formação do time para esta partida é a base do qual acumula 11 vitórias em 14 jogos. O técnico Abel Ribeiro prega seriedade na partida e aplicação tática integral de seus jogadores. Única das 12 equipes invicta em seus domínios, o Figueirense atuará com sua melhor formação. A única novidade em relação à equipe que empatou o primeiro jogo, em Criciúma, quarta-feira, será o retorno do lateral-esquerdo Rafael. "Chegou a hora de provar mais uma vez a nossa qualidade", aposta o meia-esquerda Júlio César, autor de cinco gols na equipe. O volante Daniel Frasson, recentemente contratado junto a Portuguesa Santista (SP), deverá fazer sua estréia. "O Figueirense está muito bem em todos os sentidos. Não vejo a hora de estrear e arrumar uma vaguinha neste time", avalia o jogador que há cerca de 10 anos foi revelado pelo clube da Capital até ser vendido para o Palmeiras (SP), onde está vinculado até hoje. Fonte: A Notícia Futebol do volante Toto cresce e aparece no futebol catarinense Florianópolis - Ele é um cristal que está em fase final de lapidação. O volante Leandro Hoffmann, o "Toto", 20 anos, é cada vez mais uma unanimidade no time do Figueirense. Titular em 12 das 14 partidas disputas pelo time no Estadual e presente em todos os jogos na Copa Sul, ele é apontado como peça supervalorizada para futura negociação. Ao lado dos mais experientes jogadores da equipe, Toto não se intimida, julgando-se entrosado o suficiente para corresponder ao desejo da torcida diante de qualquer adversário. "A minha maior satisfação é fazer parte desse grupo. Ter conquistado a confiança do técnico Abel e também da torcida é uma satisfação incrível", resume o volante, natural de Ituporanga e que há 10 anos reside em Florianópolis. Considerado um cheque na mão, o jogador convive com a expectativa de ser vendido pelo clube a qualquer momento. Várias propostas já foram formalizadas ao clube pela compra definitiva do atleta, mas nenhuma que corresponde ao seu talento até aqui provado em campo. Até o último dia 31 de março, Toto recebia do clube R$ 1 mil de salário. Desde então teve o rendimento dobrado na recente renovação de seu contrato. Conta que boa parte do que ganha aplica em uma caderneta de poupança e que seu maior sonho é o de tirar o seu pai (Ivo Hoffmann, 45 anos), um caminhoneiro, da estrada. "Ele já trabalhou muito nesta vida sofrida de caminhoneiro", reconhece o jogador que sonha um dia vestir a camisa do Flamengo (RJ). Assessorado nas decisões pelo advogado Maximiliano Machado, também amigo da família, Toto espera, tão logo acumule dinheiro na poupança", comprar uma casa própria para morar. "É o meu principal sonho de consumo", revela. Fonte: Júlio Castro/A Notícia Atacante Nando aposta na superação do Criciúma Criciúma - O atacante Nando terá uma dura missão no jogo de hoje, onde o Tigre disputa uma das vagas para a final do turno com o Figueirense: tentar se sobressair a marcação compulsiva de Perivaldo. O técnico Sergio Ramírez não gostou nada do comportamento do atacante na última partida, realizada quarta-feira no estádio Heriberto Hülse. "Ele não teve reação, perdeu bolas fáceis e se deixou dominar pelo adversário. Isso não pode acontecer", avalia o técnico. O puxão de orelhas que levou do treinador valeram para o atleta. "Vou ajudar o time a conseguir a classificação. Trabalhamos nos dois dias para isso e temos condições para surpreender o adversário", afirmou Nando. A bronca do treinador também foi extensiva ao outro atacante do Tigre, o artilheiro Marcelo Silva, que no primeiro tempo do jogo contra o Figueirense não foi bem, mas voltou a melhorar na etapa final. "Esse empenho demonstrado é o que quero durante toda a partida", ressaltou Ramirez. As duas novidades que marcam o time do Criciúma na partida de hoje começam na lateral esquerda, com o retorno de Jean, que apesar de titular havia sido substituído por Ricardo, improvisado na posição. "Estou retornando num momento muito importante, e sei que tenho que mostrar muito dentro de campo para conseguir de volta a titularidade. Vamos conseguir a classificação mesmo jogando dentro da casa do adversários", reforça o lateral. A outra novidade será a entrada de Gilmar no meio de campo. Fonte: A Notícia JEC vence e garante vaga para a final O Joinville Esporte Clube (JEC) venceu o Avaí por 3 a 0 no tempo normal e empatou na prorrogação, sábado à tarde, no Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho, em Joinville, garantindo uma vaga para a final do primeiro turno do Campeonato Catarinense de Futebol. Os gols do JEC foram marcados por Marquinhos Rosa, aos 27 minutos do primeiro tempo, e Paulinho, aos 8 e 10 minutos do segundo tempo. O zagueiro avaiano Altair desperdiçou um pênalti no segundo tempo da partida. O adversário do Joinville sairá neste domingo entre Figueirense e Criciúma, que jogam no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, às 16 horas. Fonte: A Notícia Sucesso de Albeneir foi maior dentro de campo Goleador em vários clubes, ele vive da aposentadoria paga pelo INSS Florianópolis - Um mineiro que adotou o Sul como reduto de fama e glória em boa parte dos 19 anos na carreira de jogador de futebol. Um talento que despontou ao natural na abertura de páginas dos principais jornais do Sul e em todos os veículos de comunicação, mas que foi traído pela falta de habilidade no trato com o sucesso e pela inusitada lesão, que de mansinho foi tirando-lhe a habilidade que o consagrou. De ídolo a morador de um pacato bairro da Grande Florianópolis, o atacante Albeneir Marques Pereira, 1,98m, hoje com 43 anos, e, se limita a curtir uma "gelada", conviver com um cão da raça rottweiler e a recordar, sob os olhares nos álbuns de fotografias e recortes de jornais, os áureos tempos de fama e muito dinheiro no bolso. Filho único de uma negra e um pai branco ("de olhos azuis", ressalta), sua carreira renderia um verdadeiro best seller aos olhos dos mais apaixonados historiadores. Albeneir iniciou no futebol nas categorias de base do Cruzeiro(MG) em 1974. Logo foi comprado por um empresário suíço (conhecido por mister Leypi), dono de uma metalúrgica e também de um time de futebol, o ESAB. Profissionalizado, voltou para o Cruzeiro onde jogou nas temporadas de 1975 e 1976 até seu primeiro empréstimo, em 1977, para o Nacional (AM). Ainda vinculado ao clube mineiro, passou a nômade do futebol se transferindo para o Brasília/DF (78), Operário/MT (79) e Matsubara (PR) até ser vendido definitivamente para o Atlético/PR em 1981. Definida como uma passagem "relâmpago" no clube paranaense, Albeneir conta que o dia 5 de maio de 1981 sua vida começara a mudar. Nesta data, o Figueirense comprova o seu passe para tê-lo no estádio Orlando Scarpelli por três anos. Artilheiro, tendo marcado cerca de 80 gols neste período, despertou interesse do Grêmio(RS), que no dia 29 de setembro de 1994 comprava seu passe por exatos 270 milhões de cruzeiros. "Então a maior transação do futebol catarinense" orgulha-se. Seu salário da época, 6 milhões, era suficiente para comprar pelo menos dois carros populares, zero quilômetro, por mês. A meteórica carreira no clube gaúcho durou pouco. Depois de seis partidas como titular e oito gols marcados no gauchão, uma inusitada lesão no joelho veio a complicar sua carreira. Fonte: Júlio Castro/A Notícia Séria lesão quase provoca fim da carreira no Grêmio O drama de Albeneir começou após um choque com o goleiro Casagrande, do Caxias, no estádio Centenário, em Caxias do Sul (RS). Ele sofreu ruptura completa no ligamento cruzado anterior do joelho. Operado em novembro de 1984, só retornou aos campos 11 meses depois. Mas houve rejeição à prótese e a necessidade de uma segunda cirurgia. Quando retirou o gesso, estava com a perna tão fina e deformada que os próprios companheiros evitavam cruzar com ele. "Sentia que estavam horrorizados", recorda. Albeneir deixou o hospital com 18 quilos a menos e iniciou a recuperação sob as ordens do ex-jogador Paulo Lumumba, auxiliar técnico do Grêmio. Passava mais de cinco horas por dia na sala de musculação fazendo exercícios em aparelhos. Aí entrou em cena Gilberto Tim, então preparador físico do time gaúcho. "Ele começou a forçar e, mesmo gritando de dor, eu conseguia recuperar o movimento", relembra. Na edição de três de março de 1986, a revista Placar registrava com o título "O Cyborg dos Pampas", o retorno de Albeneir aos gramados com um joelho artificial. "O novo artilheiro do Grêmio é um cyborg", abria a matéria. Em seu joelho direito havia sido implantado um ligamento artificial de fibra sintética (Dracon), importada dos Estados Unidos. Graças a essa peça, deu-se então um milagre na medicina moderna: uma articulação inutilizada voltou a funcionar e, assim, um quase paraplégico voltou a ser atleta. "Me usaram como cobaia, mas deu certo". De volta ao futebol, foi emprestado ao Figueirense até discutir com o então técnico alvinegro Borba Filho, sendo liberado do clube de Florianópolis. Tomou naquela oportunidade a decisão de se recuperar por completo e por conta própria. "Ia para a praia da Joaquina e corria na areia até cair sentado. Cheguei mesmo a tomar água salgada, de tanta sede que sentia. Mas os músculos começaram a crescer", recorda. De volta ao Grêmio, a surpresa foi geral. Aquele jogador dado como acabado marcou quatro gols em seis jogos e reconquistou o lugar no time. Aos 28 anos, Albeneir conquistou o lugar de Caio Júnior, goleador gremista do Campeonato Gaúcho de 1985. No ano seguinte fora artilheiro do gauchão ao marcar 27 gols. Albeneir então estava mudado. Aparentava maturidade e cumpridor dos deveres. Vendeu sua moto e não ultrapassava mais os 80 km/h ao volante do seu carro. "O sofrimento me amadureceu", reconhece. Só não renunciou até hoje a um velho prazer: a cervejinha gelada ainda é sagrada e amiga inseparável no seu dia-a dia. Fonte: Júlio Castro/A Notícia Dinheiro no porta-malas atraía mulheres e amigos Albeneir sempre teve facilidades para fazer "amigos". No Grêmio, tinha no atacante Renato Gaúcho um parceiro incondicional para acompanhá-lo nas horas de folgas. No auge da carreira, todo o dinheiro que dispunha tinha como destino bares, boates e restaurantes de atividade noturna de Florianópolis. "A bebida, e somente a bebida, sempre fez parte da minha vida e nunca escondi isso de ninguém". Revela que tão logo terminava uma partida no estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS), embarcava em seu Monza para rodar 360 quilômetros pelo puro prazer de conviver com as amizades deixadas em Florianópolis. "Eu não andava com dinheiro no bolso. Antes de iniciar as aventuras, jogava pacotes de dinheiro no porta-malas do carro. Os que rodeavam, até mesmo alguns jornalistas da época e que hoje estão numa boa, sabiam que eu sempre estava com grana e só pediam pela chave. Usufruiram muito da minha fama e dinheiro e hoje apenas me ignoram", desabafa o ex-centroavante, que sobrevive de uma aposentadoria por invalidez. Hoje, se orgulha quando encontra um fã e ouve: "Eu só ia no campo quanto tu jogava negrão!". Embora tenha tido um bom pai e mãe, Albeneir afirma que o seu maior erro na carreira foi não ter segurado um pouco do muito dinheiro que recebeu enquanto jogava. Outro desafeto foi a tentativa frustrada de seguir carreira política. Prestes a abandonar a o futebol, foi lançado a vereador pelo então presidente do Figueirense Sadi Lima e o deputado da época Edson Andrino (PMDB). Em campanha, recebeu uma proposta do presidente avaiano Nilson Fidélis e se transferiu para o time da Ressacada. Como sua popularidade era maior no Figueirense, foi traído pelas paixões clubísticas tendo recebido apenas 70, dos 2 mil votos garantidos, se estivesse no Figueirense, soma eleitoral suficiente para garantir uma cadeira na câmara de vereadores da Capital. "Foi uma decepção muito grande". De volta aos gramados, mantinha-se em atividade sob doses constantes de anti-inflamatórios. "Era Voltarem de manhã e à tarde para que eu pudesse jogar, até que decidi parar definitivamente com a bola". Pai de Juliana, 15 anos; Verônica, 6 e Albeneir, o "Mano", 2, espera por uma oportunidade de aplicar o que aprendeu na carreira ao ensino de jogadores em escolinhas de futebol ou nas categorias de base nos clubes profissionais. "É tudo o que eu quero neste momento", apela. Sobre o futebol praticado na atualidade, ressalta: "antigamente era muito mais camisa. A rapaziada ralavam a bunda mesmo! Se eu perdesse um clássico, tinha vergonha de sair na rua. Hoje uma derrota é encarada como se nada tivesse acontecido", observa. Fonte: Júlio Castro/A Notícia |
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