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| CLIPAGEM - 30 de junho |
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mistério sobre a escalação
Criciúma /Chapecoense - Se a tática do mistério pode auxiliar nas vitórias, a classificação do Criciúma, para as finais do returno do Catarinão, diante da Chapecoense é quase certa. Aproveitando os poucos recursos que tem disponíveis, o técnico Sergio Ramírez não pretende facilitar o jogo para o time do Oeste. "Vamos dar o mínimo de detalhes da escalação. Tenho um amigo em Chapecó que assiste aos treinos e passa informações, mas eles devem ter alguém por aqui nos observando", destacou Ramírez. Sem condições para fazer um mistério muito grande, já que o Criciúma conta com um número de jogadores reduzido, Ramírez espera surpreender o adversário com jogadas ensaiadas. Ontem à tarde, no módulo esportivo de Içara, cruzamentos, cobranças de falta e escanteios foram treinados exaustivamente pelos jogadores.
Nem mesmo a chuva que caiu durante toda a noite e início da manhã, transformando o gramado do Estádio Índio Condá num verdadeiro lamaçal, impediu a Chapecoense de dar início ontem aos treinamentos táticos visando a primeira partida das semifinais do returno do campeonato, amanhã, contra o Criciúma. Os trabalhos foram realizados em dois períodos, manhã e tarde, em clima de concentração. O técnico João Carlos Maringá faz mistério quanto ao time que deve entrar em campo na noite de amanhã, a partir das 20h30 minutos, para enfrentar o Tigre. Ele confirma apenas o retorno do zagueiro Maurício à zaga. Quem está fora da partida é o meia Ronaldo - o artilheiro do time. Ele cumprirá suspensão automática por ter levado o terceiro cartão amarelo durante o último jogo contra o Fraiburgo. Para o Lugar dele o treinador estuda a improvisação do zagueiro Hilton, ou a utilização dos meias Mainardi e Luiz Fabiano. Se optar por mais movimentação, deve usar ou Hilton ou Fabiano. Caso a opção seja pela marcação o escalado deve ser Mainardi, que têm até atuado como zagueiro.
cresce e aparece no Tubarão Tubarão O catarinense Everaldo de Oliveira, 28 anos, o Bolé, foi destaque do Tubarão nos dois jogos decisivos diante do Avaí. Agora, na disputa por uma vaga na final do returno, o jogador vai mais uma vez atuar contra o Figueirense,a equipe onde iniciou aos 18 anos a carreira no futebol profissional. Jogador versátil, atua como volante e zagueiro, Bolé tem sido bastante útil ao esquema do técnico Roberto Cavalo. "Desde que comecei a jogar futebol sempre joguei nestas duas posições e na partida de amanhã, pretendo colaborar e muito com o meu time para sairmos vencedores e com a vantagem no jogo de volta, no domingo", afirmou. Com um estilo irreverente, Bolé iniciou sua carreira aos 18 anos no Figueirense após negociação de Lauro Búrigo e Mário Schlickmann com o clube. Por três anos, Bolé defendeu as cores do Figueira e depois foi para o São José, de São Paulo. A sua boa atuação fez com que outros clubes paulistas ficassem interessados no seu futebol. Em conseqüência disto, atuou no Nacional, América de São José de Rio Preto, ambos em São Paulo, e também no Atlético Paranaense. Natural de São Ludgero, Bolé jogou também no Criciúma. No Tubarão, Bolé atuou em 1994, período em que o time já estava em ascensão no campeonato estadual. Voltou para o Peixe no ano passado onde ajudou o time a ser campeão da Copa Santa Catarina. E agora está na disputa por uma vaga na final do returno e também para o quadrangular final da competição. "A minha meta, como a dos demais jogadores, é levar o Tubarão para a final do estadual e conquistar a taça", declarou o jogador. Seu contrato com o clube é até o final do ano, mas se por ventura propostas melhores surgirem, o atleta tem a liberdade de escolha. Quando encerrar a carreira, Bolé pretende continuar no meio esportivo, atuando como técnico ou preparador físico.
time no ataque Florianópolis - O técnico Abel Ribeiro quer sua equipe totalmente ofensiva na partida de amanhã contra o Tubarão. Ele quer seu time atuando permanentemente no ataque a fim de que não seja surpreendido, a exemplo do do que aconteceu contra o Joinville nas quartas-de-final. A vitória como forma de evitar com que o time volte a jogar uma prorrogação é a meta de largada no jogo previsto para o estádio Aníbal Costa. O treinador espera ver seu time classificado para a final do returno no período regulamentar das duas partidas e aposta na conquista da fase como forma evitar com que se repitam os jogos contra o Joinville nas duas partidas eliminatórias das semifinais do Estadual, previstas para o período de 14 a 18 do próximo mês. O time está definido para o confronto. Para a vaga de Denys (suspenso), na lateral-esquerda, o ex-júnior Renatinho teve participação confirmada já que Silvan está lesionado. No meio campo, as ausências de Perivaldo e Júlio César serão supridas por Daniel Frasson e Zé Renato. Abel mantém o mesmo ataque, com Genilson e Claudiomir, a fim de poupar Aldrovani, que ainda não recuperou sua forma física ideal.
e tenta contornar crise
Florianópolis - O centroavante Jacaré, o zagueiro Altair e o lateral direito Cedenir foram dispensados ontem pela diretoria do Avaí. A decisão foi tomada depois de pelo menos três reuniões da diretoria com integrantes da comissão técnica e alguns jogadores. O principal motivo alegado pela diretoria foi a reincidência em atos de indisciplina. Os três jogadores, segundo a direção, fizeram parte de um grupo de atletas que na sexta-feira passada, antevéspera do jogo das quartas-de-final do returno contra o Tubarão, abusaram da liberdade noturna, comprometendo suas atuações na partida que culminou com a eliminação do time das semifinais da fase, em jogo que terminou empatado de 1 a 1, com o Tubarão, na Ressacada. Os jogadores dispensados não quiseram comentar a decisão da diretoria. O gerente de futebol João Carlos Dias, disse que o clube não pode mais conviver com "as ações de jogadores cometidas fora de campo", e que espera que a boataria e denúncias de torcedores das "festas noturnas de jogadores" possam servir de exemplo aos que permanecerem na Ressacada. A diretoria, que não citou os nomes dos outros atletas que tiveram participação direta na "festa" da última sexta-feira, deverão ser punidos com multas em seus salários. No Avaí desde 1997, o zagueiro Altair era considerado um líder no grupo de atletas. Foi campeão catarinense em 97 e campeão brasileiro da Série C no ano passado. Jacaré dividia a artilharia do time com o centroavante Dão com 11 gols e o lateral Cedenir, poucas vezes foi aproveitado como titular da equipe durante as partidas do Estadual. O técnico Cuca, que de 27, passa a contar com 23 jogadores, destacou ontem que as dispensas não irão comprometer o time no restante do Estadual. Considerou a iniciativa como um mal necessário. Cuca foi decisivo na dispensa de Jacaré. O jogador pediu desculpas à diretoria, mas Cuca vetou sua permanência no grupo.
O goleiro reserva César Silva também teve seu contrato rescindido, porém sob a justificativa de que estava descontente no clube. Ele chegou declarar, após a rescisão amigável com o clube, que outros seis jogadores deveriam ter tido a mesma punição. Nos últimos dois meses, o goleiro teve negado seu pedido rescisão de contrato em duas oportunidades. "Tudos sabiam que eu estava insatisfeito com a condição de reserva", explicou.
equipe para São José/SP Caçador O presidente Salézio Kindermann viaja sexta-feira a São José dos Campos (SP), para definir a transferência da equipe do Kindermann para aquela cidade, onde poderá disputar a série A-2 do Campeonato Paulista. De acordo com o presidente, a diretoria do São José F.C. já fez a proposta há alguns dias e a diretoria estava somente aguardando o final do Campeonato Catarinense para começar as negociações. "A proposta de transferir jogadores e comissão técnica está sendo avaliada e até a próxima semana teremos uma resposta", afirmou. Segunda-feira Kindermann reuniu todo o grupo que disputou o catarinense e deu folga por duas semanas. Somente o goleiro Pedro Paulo e o zagueiro Marco Antonio foram dispensados por estarem com contratos vencidos. Na avaliação do presidente, o clube cumpriu com seu objetivo dentro da competição.
abandona os jogadores Lages - Não bastasse a fraca campanha do Lages no Campeonato Catarinense (encerrou sua participação no estadual em 11º lugar e amargando seis derrotas consecutivas no 2º turno) a situação do clube fora dos gramados está bastante complicada. O principal problema é a dívida que já soma mais de R$ 50 mil. Esses valores são referentes a salários atrasados dos atletas desde abril, despesas de hotéis e hospedagem, aluguel da sede, telefone, alimentação e material esportivo. Fruto dessa situação, um grupo de pelo menos 12 jogadores não consegue dinheiro nem para custear a viagem de volta a seus municípios de origem. Ontem, na sede alugada pelo clube, a revolta dos atletas era visível. O principal culpado, segundo os jogadores, é o ex-presidente Rogério Alves que teria administrado mal o dinheiro das rendas e das contribuições recebidas durante a competição. "Durante o campeonato jogamos sem receber só para a cidade não perder seu lugar na Primeira Divisão", explicou o lateral-esquerdo Alex. "Mas agora a situação está insustentável. A gente não consegue dinheiro nem para telefonar aos familiares", acrescentou Nequinho. Reynaldo de Souza, que assumiu a presidência do clube no dia 27 de maio (já em meio às dificuldades), está buscando contornar o problema. "O mais difícil é convencer os empresários e as pessoas a nos ajudarem a sair desse sufoco. Isso acontece devido ao nome do Lages estar arranhado na praça pela desorganização financeira promovida pelo ex-presidente", explica. O ex-presidente Rogério Alves disse que quando deixou o clube a dívida era de R$ 32 mil. Ele admitiu ter emitido cheques sem fundos. "Me prometeram R$ 30 mil de contribuição ao clube e não repassaram nada", justificou.
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