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Segundo jogo da decisão - 1975
Sexta-feira. Dia 15 de agosto. Dia do segundo jogo entre Avai e Figueirense. O time da família Ortiga, dirigido por Lauro Búrigo precisava apenas de uma vitória para ser bi-campeão estadual. Era um tempo em que se jogava num 4-3-3 com centro-médio, volante e meia ponta de lança. As equipes atacavam com um ponta direita, um ponta de lança e um ponta esquerda. O Avai mandou celebrar uma missa na igreja São Francisco no calçadão. O padre veio do Ribeirão dizendo que torcia pelo Juventus de Rio do Sul, mas tinha simpatia pelo Avai. Eta padre vaselina. Do outro lado o goleiro Vanderley Silva respondia dizendo que o Avai só se lembrará de Deus na véspera da sua morte. No sorteio para escolher o árbitro deu Dalmo Bozzano. Alvir Renzi chegou atrasado como era de costume e foi sacada da reserva. No seu lugar entrou Pedro Zimmer de Joinville. Roldão Borja e José Carlos Bezerra seriam os auxiliares. O artilheiro do campeonato era Juti com 26 gols. Era seu melhor ano depois de passar pela ponta esquerda do Figueirense e do próprio Avai sem sucesso. Como ponta de lança ou centro-avante como queiram era a sensação do campeonato, ao lado de Zenon. Mas quem marcava o passo era Sérgio Lopes pelo lado do Figueirense. Começou o jogo e aos 15 minutos Juti fez o primeiro, quatro minutos depois Carlos fez o segundo e sete minutos depois, aos 26 do primeiro tempo, Juti iria correr para a torcida do Avai para festejar o seu segundo gol, o de número 28 no campeonato e o terceiro do Avai na partida. O lateral Pinga ainda, aproveitando uma rebatida chutou de fora da área, a bola bateu no travessão e na cal, como declarara José Carlos Bezerra o bandeirinha que estava mais próximo do lance. O jogo terminou 3 a 0 para o Avai. Era preciso uma terceira partida, no domingo para se saber quem era o campeão do estado de 75. A renda foi de 154 mil cruzeiros. Outro recorde. |
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