Rafting

A palavra rafting vem do inglês raft, que significa balsa. O rafting é um esporte radical que se caracteriza pela descida de rios com corredeira a bordo de um bote inflável apenas com o auxílio de remos.

Os praticantes montam equipes, que normalmente têm entre cinco e oito pessoas, com o objetivo de superar os obstáculos naturais do percurso, como pedras, corredeiras e quedas d’água. O esporte exige espírito de equipe e de coletividade, uma vez que todos remam e, a partir desta união, conseguem superar os desafios. Os obstáculos aliados ao volume de água e a região onde se encontra o rio (serra, planalto, montanha) caracterizam os níveis de dificuldades do rafting, que vão do I ao VI, indicados para iniciantes até esquipes profissionais.

Níveis

O primeiro chama-se Flothing e é mais um passeio de bote que um rafting propriamente dito. Ele está indicado para crianças e terceira idade.

Os níveis II, III e IV são os mais utilizados comercialmente. A classe II é a praticada por iniciantes, sendo que nela o rio apresenta corredeiras fáceis, com ondas de até 1 metro, altas e largas e passagens claras. A classe III apresenta mais dificuldades, pois o rio conta com corredeiras de ondas altas e irregulares e passagens estreitas que podem requerer manobras complexas. A classe IV é recomendada apenas para quem já tem bom conhecimento do esporte. Nesse caso, o rio tem corredeiras longas e difíceis com passagens estreitas que requerem manobras precisas em águas muito turbulentas.

O nível V é recomendado apenas para profissionais, sendo usada em alguns trechos de competições.

Em competições, o rio escolhido apresenta várias classes e dificuldades, tornada a descida um espetáculo. Para elas, as equipes são formadas geralmente por guias de Rafting

O nível VI é impraticável.

Seja em qual nível você praticar o rafting uma coisa é certa: você vai sair molhado. Por isso, o tempo chuvoso não atrapalha o esporte. Nesse caso, assim como nos dias frios do inverno, usa-se roupa de neoprene ou um tipo de capa chamada anorak. Geralmente as operadoras possuem o equipamento para empréstimo ou aluguel. O único cuidado a tomar na chuva é com o nível de água do rio, que se estiver muito elevado torna a descida insegura.

Como funciona

Antes de entrar na água, o instrutor dá uma breve aula prática e teórica da prática do rafting. Essa aula abrange assuntos como a maneira de sentar no bote, os comandos de remo, o que fazer em caso de queda na água e como proceder em caso de virada do bote. Além disso, alguns guias dão uma explicação geral sobre a fauna e a flora da região e sobre o rio.

História do Rafting

As primeiras notícias do rafting são de 1842, quando o exército americano fez expedições usando um barco dividido em quatro compartimentos separados, feito de borracha e com fundo liso e suspenso. A primeira expedição em corredeiras foi organizada pelo americano John Wesley Powel, em 1969, no Rio Colorado. Mas muitos acidentes aconteceram pela precariedade dos barcos e falta de técnica e experiência dos aventureiros. No final do séxulo XIX, uma modificação muito simples revolucionou a técnica de rafting, o assento do bote foi colocado virado para frente, o que facilitou as manobras. A primeira viagem comercial aconteceu em 1909, no Grand Canyon. Durante a Segunda Guerra Mundial os botes foram usados como salva-vidas e depois deste período estes mesmos barcos se popularizaram por toda a América do Norte. Já nessa época o material das embarcações era bem parecido com o atual. Mas a maior revolução veio na década de 80, com os botes de fundo auto-esvaziantes.

No Brasil, a história do rafting é mais recente. Os primeiros botes para corredeiras chegaram em 1982, quando foi montada a primeira empresa brasileira de rafting, no Rio de Janeiro. Atualmente, é considerado o principal esporte de aventura do crescente ecoturismo praticado no país. Existem no país aproximadamente 30 rios com os trechos de corredeiras sendo explorados pela prática do rafting, principalmente nas regiões sul e sudeste.

Rafting na Região

Santo Amaro é o local mais próximo da capital para a prática de rafting. Distante apenas 30 km de Florianópolis, a região é cortada pelo Rio Cubatão do Sul, onde o rafting começou a ser praticado em 1999. Este rio limita o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro ao norte e apresenta 20 Km de percurso para navegação em corredeiras, com níveis de dificuldade entre I e IV. Graças ao rafting a região ganhou novo impulso no que se refere a atividades turísticas – aproximadamente 5.000 praticantes anuais. Com a prática do rafting as pessoas passaram a valorizar e preservar o Rio Cubatão, que abastece aproximadamente um milhão de pessoas da Grande Florianópolis. Além de Santo Amaro, o rafting em Santa Catarina é praticado principalmente na região de Ibirama, no vale do Itajaí e nas cidades de Anitápolis, Santa Rosa de Lima e Rio Fortuna que são cortadas pelo rio Braço do Norte.

Barco e equipamentos

O bote tem de estar de acordo com os objetivos do grupo. Com características diferentes, a equipe deve escolher o modelo mais indicado para cada tipo de corredeira. O bote é feito de um material resistente, o hypalon. O tecido é uma mistura de fibra de poliéster e neoprene com um tamanho que varia entre 3,65m até 5,50m. Quanto maior o bote, melhor a estabilidade. Os itens de segurança são fundamentais para a prática do rafting. Os capacetes devem apresentar regulagem. O modelo ideal de colete salva-vidas deve ter uma alta flutuação, sistema de fechamento com presilhas reguláveis e um flutuador para cabeça. Os remos devem ser o mais leve e resistentes possível. Outro item fundamental é o cabo de resgate, que é uma corda elástica com aproximadamente 20 metros.

Dicas para Praticar o Rafting

Use calçados e dê preferência a sapatos com solas de borracha. Você pode machucar os pés com as pedras do fundo do rio. Use roupas leves (shorts ou leggings de cotton e camisetas) você vai se molhar e roupas pesadas dificultam os movimentos. Leve uma muda de roupas extra, toalha e não esqueça o protetor solar.

 Onde praticar em Santa Catarina

Em Caldas da Imperatriz, localizado na Grande Florianópolis, os praticantes encontram o Rio Cubatão, que apresenta classe de I a IV. Esse rio possui passagens estreitas e pequeno volume de água, exigindo técnica e muitos comandos. Ainda na Grande Florianópolis, há o rio Braço do Norte, em Anitápolis.

No Vale do Itajaí, o Rio Itajaí-Açu destaca-se como um dos melhores do Brasil para a prática do esporte. Ele é dividido em trechos Básico, com classes II e III e Radical, com classes III e IV. Na época de estiagem é possível praticar o Rafting Espetacular, com classes IV e V. Para participar, é necessário comprovar que já praticou o esporte várias vezes, tendo que passar por um teste. Mesmo assim, cada bote leva dois guias e mais de um caiaque de segurança. Quando o nível de água do rio Itajaí-Açu está muito elevado devido às chuva tornando a descida insegura, os rios Hercílio, em Ibirama, e Neise, em Apiúna, são as melhores opções.

Normas de Segurança

A primeira norma a ser observada é a quantidade de pessoas por bote. Os botes variam de 12 a 16 pés. Em um bote de 12 pés cabe cinco pessoas mais um guia especializado.

Entre os equipamentos, os mais importantes são o capacete, que protege contra remadas e, em caso de quedas, contra as pedras, e o colete salva-vidas, que deve ter flutuação acima de 7kg.

Também é recomendado o uso de um cabo de no mínimo 15m de comprimento preso ao bote por mosquetão ou fivela.

Além disso, a empresa deve possuir dentro do bote um bom kit de primeiros socorros. Algumas operadoras levam um caiaque junto, pois eles podem ser úteis em caso de resgates.

Muito importante é perguntar se o guia que vai descer junto no bote é licenciado.

No Brasil, quem expede a autorização é a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), por meio do Comitê de Rafting. A CBCa é a entidade máxima nos eventos esportivos, e abrange também a normatização e fiscalização do Rafting Comercial.

Para conseguir a licença, o instrutor deve ser cadastrado na CBCa e prestar uma prova, que abrange liderança, técnicas de descida, manutenção de equipamento, conhecimento da dinâmica dos rios e principalmente conhecimento em primeiros socorros e técnicas de resgate de pessoas e de equipamentos em rios.

Os guias licenciados possuem uma carteira e um certificado, que devem ser renovados a cada dois anos.

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