Desde os primeiros acordes da banda Indyce
na tarde de sexta-feira até o último
aplauso para a John Bala Jones na madrugada
de sábado para Domingo, o palco principal
do Planeta Atlântida 2002 recebeu
17 bandas em mais de 13 horas de show que
agitaram cerca de 40 mil pessoas.
A
Indyce subiu ao palco às 18:30
tocando sucessos do rock internacional.
Foi com satisfação que os
integrantes viram o público chegando
e cantando junto músicas de Nirvana
e Rage Against the Machine. Para Douglas,
guitarrista da banda, a meia hora de show
foi muito importante para a carreira, que
iniciou nos anos 80 em uma garagem da Base
Aérea de Florianópolis e ganhou
novo impulso com a conquista da Etapa Florianópolis
do Kaiser Summer Rock. Foram vários
os ensaios para que a apresentação
no Planeta Atlântida saísse
perfeita.
Para depois da banda local, a produção
marcou shows de velhos conhecidos da Ilha.
Por isso mesmo a Natiruts não
se espantou ao ver a recepção
calorosa do público, que dançou
e cantou as
músicas
do repertório. Logo em seguida, Jorge
Ben Jor mostrou todo o suinge carioca
que faz fundo para suas letras nonsense.
O público adolescente gostou, mas
quem curtiu mesmo foi a galera com mais
de 25 anos - a mesma que lotou o Lic em
94 para um dos shows mais badalados de Florianópolis.
E foi em ritmo de samba-funk que o pessoal
recebeu Biquíni Cavadão,
pela segunda vez no palco do Planeta Atlântida
Santa Catarina. Mesmo cantando para um público
cada vez menos conhecedor dos hits dos anos
80, Bruno Gouvêa mostrou que sabe
comandar a galera e acabou fazendo uma das
apresentações mais quentes
da noite.
Com algumas poucas exceções,
o casting do festival parecia ter saído
das telas da MTV direto para Canasvieiras,
o que agradou em cheio ao público
adolescente. Por isso mesmo a apresentação
de Supla foi o ponto alto da noite.
Redescoberto pelo programa Piores Clipes
do Mundo e alavancado pela Casa dos Artistas,
o punk oxigenado paulista levou todo mundo
ao delírio, tocando sucessos do novo
CD O Charada Brasileiro e hits lançados
na década de 80 com a banda Tokyo.
Acabou o show sem camisa nos braços
do público, deixando a platéia
acesa para outra atração super-esperada:
Charlie Brow Jr.
Se
nas internas Chorão foi tachado de
mala e antipático, no palco não
poderia ter sido melhor. Foram cinqüenta
minutos de som pesado, pelos quais a grande
maioria dos adolescentes estavam esperando.
No canto do palco, um fã que virou
amigo íntimo da banda, o rapper ilhéu
Cachaça.
Continuando a programação,
O Rappa subiu ao palco com seu repertório
ideológico permeado de palavras engajadas
politicamente. A emoção ficou
por conta do desabafo sobre a falta que
o ex-baterista Marcelo Yuka faz.
E já era quase manhã de sábado
quando a Tihuana, para um público
menor mas muito, muito persistente, fez
a apresentação que fechou
o primeiro dia do Festival.
O clima de paz deste primeiro dia foi notado
no atendimento médico. Segundo Eugenio
Maier, apenas duas brigas foram computadas.
A grande maioria das emergênicas eram
pessoas intoxicadas por excesso de álcool.
Veja
aqui as fotos desta primeira noite.
Veja
aqui o que rolou no sábado.