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PLANETA ATLÂNTIDA 2003

Texto: Amanda Rahra / Mariane Cardozo
Fotos: Mario Costa Junior

Palco Planeta Atlântida

Com a participação de dezenove bandas, a sexta edição do Planeta Atlântida agitou Florianópolis e reuniu cerca de 57 mil pessoas nas duas noites de festa. Logo após a abertura dos portões, às 16h, já era grande a movimentação em frente ao Parque Planeta. Milhares de pessoas ainda tentavam garantir o seu convite nas bilheterias, que fecharam às 19h30 com todos os ingressos vendidos. Vale destacar a tentativa por parte dos organizadores de impedir a compra de ingressos por diversos cambistas que rondavam o local. A abertura da primeira noite ficou por conta do gaúcho Armandinho, que tocou entre outras o tema da sexta edição do Planeta Atlântida e foi seguido pelos catarinenses das bandas Iriê e Willy Trip. Divididos em dois palcos, água e fogo, e contando em sua estrutura com seis telões começava um dos maiores festivais de música do país.

Skank

Com um público de mais de 30 mil pessoas, o Skank subiu ao palco logo após os cariocas do Cidade Negra e levantou o público com "É uma Partida de Futebol", fazendo deste, o ponto alto da primeira noite. Na imperdível parceria com os também mineiros do Jota Quest, músicas de Bob Marley, Roberto Carlos e Australian Crownl embalaram as diversas tribos presentes no festival. O tão esperado show do Capital Inicial acabou frustrando os fãs que ficaram à espera de sucessos como "Incondicionalmente" e "Todas as Noites". Em resposta aos pedidos de bis, Dinho Ouro-Preto se justificou dizendo que ainda viriam muitas atrações como Charlie Brown Jr., Engenheiros do Hawaii e Tequila Baby.

Um dos shows mais aplaudidos da noite foi o dos santistas do Charlie Brown Jr. que falaram em política, drogas e paz e fizeram a multidão cantar e pular ao som de "Papo Reto"; brigas isoladas não estragaram a festa. Tocando para um público já cansado mas não menos disposto, os Engenheiros do Hawaii fizeram um show de antigos sucessos. Para fechar a noite a banda de punk rock Tequila Baby atraiu a atenção dos roqueiros e skatistas de plantão dando fim a primeira noite somente após às 4h da manhã do sábado.

Capita-Inicial

No dia seguinte, o público começou a chegar um pouco mais tarde sem deixar de prestigiar a estréia da banda Maskavo no Planeta e curtir o show do Papas da Língua. Muitos aguardavam ansiosamente o momento de garantir a senha para saltar do Scad Dive, que na noite anterior ficou restrito à demonstrações. Quem resolveu dar uma passadinha logo cedo na tenda Grand Lobby foi recepcionado pelas coelhinhas da Playboy que enlouqueceram o público masculino. Para as meninas, lindos performers dançavam ao som das batidas selecionadas por grandes DJs. O ex-titã Nando Reis subiu ao palco logo após às 21h e embalou o público com composições próprias que fizeram sucesso na voz de grandes cantores como Cássia Éller e Arnaldo Antunes. Assim como o do Charlie Brown Jr., o show de Nando Reis foi dedicado ao rapper Sabotage assassinado na sexta-feira no Rio de Janeiro.

Jota Quest

Veterano no Planeta Atlântida, Lulu Santos subiu ao palco e fez um dos shows mais extensos e polêmicos do festival. Com mais de 1h de música, o show contou com a participação até mesmo do tenista Gustavo Kuerten na música "Como uma Onda". O músico não poupou críticas à interferência do som da tenda tecno e não perdeu a oportunidade de falar em política nacional e internacional. Num dos shows mais esperados Zeca Pagodinho incendiou o palco fogo ao som de "Deixa a Vida me Levar", "Faixa Amarela" e "Judia de Mim". Mesmo sendo o único representante do samba nacional no evento, Zeca fez o público cantar e vibrar com suas músicas, marcando seu nome como a grande atração da segunda noite. Não deixando por menos, os gaúchos do Comunidade Nin-Jitsu abriram seu show com "Não Aguento Mais" e empolgaram a galera com hits como "Ah, eu tô sem Erva". Mesclando músicas de seus três cds , os paulistas do CPM22 seguraram o público até às 3h40 quando desceram do palco sob uma chuva fina, abrindo espaço para as bandas John Bala Jones e Salamantra que encerraram o festival.

Skank e Jota Quest

Diversas atrações ocuparam os 90 mil metros quadrados do Parque Planeta. Entre elas a tenda Grand Looby de música eletrônica, o futebol de sabão, o radical scad dive. Para garantir a segurança e o conforto do público foram instaladas duas praças de alimentação, telefones públicos, sanitários, além do posto médico da Unimed com 20 médicos de plantão e 2 ambulâncias UTI à disposição. No camarote vip, próximo ao palco água, muito conforto e badalação para a presença de famosos que foram dispostos a curtir as mais de 50 horas de música bem acomodados. Apesar dos mais de 900 atendimentos no posto médico, os dois dias do festival foram marcados por muita festa e diversão ao som dos mais variados estilos musicais que uniram as diferentes tribos presentes.

 

Programação

Primeira Noite - 24/1/2003
Armandinho - 18h às 18h30.
Iriê e Willy Trip - 18h50 às 19h30.
Engenheiros do Hawaii - 19h45 às 20h35.
Cidade Negra - 20h50 às 21h50.
Jota Quest & Skank - 22h15 às 23h30.
Capital Inicial - 23h45 à 0h45.
Charlie Brown Jr. - 1h às 2h.
Tequila Baby - 2h15 às 3h.
Segunda Noite - 25/1/2003
Maskavo - 18h30 às 19h15.
Papas da Língua - 19h35 às 20h35.
Nando Reis - 20h55 às 21h40.
Lulu Santos - 22h às 23h.
Zeca Pagodinho - 23h30 à 0h20.
Comunidade Nin-Jitsu - 0h40 à 1h30.
CPM 22 - 1h50 às 2h50.
John Bala Jones e Sallamantra - 3h10 às 3h50.
 

Confira as bandas que participaram do Planeta Atlantida 2003



   

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