Em pouco mais de um ano, o Stormental - quarteto de Florianópolis
(SC) formado em janeiro de 2006 e que conta com Alexei Leão
(vocal), Andrei Leão (baixo), Hique d'Avila (guitarra)
e Marcos Feminella (bateria) - saiu do anonimato e se tornou uma
grata revelação do Metal brasileiro. O grupo, que
atualmente lança seu primeiro DVD, Mental Live Storm,
vem contabilizando conquistas poucas vezes vistas no cenário
do Metal no Brasil.
Agora, em turnê pela Europa, disponibiliza este blog com notícias
fresquinhas, atualizadas regularmente pela equipe que viaja para
mostrar o melhor do Metal brasileiro. Venha e confira sempre que
puder.
O Stormental e Guia Floripa prepararam uma super promoção aos fãs do quarteto.
Basta se cadastrar que você estará concorrendo a um kit com camiseta e DVD da banda. Serão três sortudos que irão poder desfrutar deste material autografado.
Para saber mais informações, acesse a página da promoção e cruze os dedos.
Depois de 15 shows e muitos, muitos quilômetros rodados
pelo Velho Mundo, tiramos uma semana apenas para relaxar e curtir
um pouco a Europa sem a correria de sempre. Fomos para Aschaffenburg,
perto de Frankfurt na Alemanha, passar os últimos dias
na casa de velhos conhecidos de Diogo. Na pacata cidade descansamos,
saímos para ver uns shows e claro, tomamos algumas cervejinhas
por lá. Enfim, chegou o dia 27, quando partimos de trem
para o Aeroporto Internacional de Frankfurt.
MENTAL LIVE TOUR
Fatos & Curiosidades
- Carro na Europa: New Kangoo Van
- Quilômetros rodados: 13.000
- Número de shows: 15
- Número de países visitados: 14
- Local de show mais exótico: Tower Pub em Cracóvia,
Polônia
- Show mais longe de casa: Bialystok, Polônia. Fica a 11.315
km de Florianópolis.
- Melhor show: Brno, República Tcheca
- Melhor local de descanso: Neerpelt, Bélgica
- Melhor tratamento pelos organizadores: Bialystok, Polônia
- Marcas de cerveja consumidas: Leffe, Hoorgarden, Jupiler, Cristal,
Guinness, Düvel, Stella Artois, Heineken, Dellhazer 365,
Carefour 1, Pittinger, Royal Dutch, Spitzkrug, Selex Bräu,
Splügen, Birra Moreti, Francizcaner, Paulaner, Erdinger,
Warsteiner, Löffen Brau, Carlsberg, Warka, Wührer, Budweiser,
Becks, Adels Kronen, Bitburger, Feldschlösshen, Corona, Parada,
Vikingo, Tuborg, Peroni, Ottakringer, Gösser, Starobrno,
Pilsener Urquell, Zywiec, Zubr, Tyskie, Lech, Gambrinus, Saris,
Kozel, Krolewskie, Hansa, Köstriger, Harboe, Schlappe Seppel,
Faust... e mais algumas que fica difícil lembrar o nome...
- Refeições mais consumidas: Sanduíche com
maionese, catchup, presunto, queijo, atum e outros enlatados eventuais,
McDonald’s, Kebab (Dürum ou Döner), Burger King.
- Melhor refeição: Estrogonofe oferecido pela banda
aos organizadores do show de Bergen, Noruega
- Última refeição antes de voltar ao Brasil:
McMenu número 1
Depois de 14 shows na Europa, nossa última data era nessa
pequena cidade no noroeste da Alemanha. Parecia que havíamos
chegado no aeroporto de Frankfurt apenas uns dias atrás,
mas muitas semanas já haviam passado e todos encaramos
o último show da tour com um sentimento especial. Logo
a segunda tour do Stormental terminaria e voltaríamos à
nossa pátria amada...
Chegamos bem cedo para conhecer o local, chamado Die Weberei.
Nos encontramos com o vocal da banda de prog metal Assignment,
que tocaria com a gente e ficamos esperando os organizadores chegarem.
O local era de pequeno porte, mas com uma boa infra. Antes do
Stormental, os brasileiros do Ratos de Porão haviam tocado
nesse mesmo palco um tempo atrás. Montamos o equipamento
e infelizmente não tivemos tempo para passagem de som.
Ficamos um pouco preocupados com a situação, mas
infelizmente não teríamos o que fazer.
A
primeira banda da noite foi a Human Paranoid, de thrash metal.
Ao melhor estilo anos 80, fizeram um set curto de musicas próprias
e para finalizar um cover do Kreator. O Stormental ficou escalado
para a segunda banda, e subimos no palco após a mudança
de equipamento. O técnico de som teve que fazer os últimos
acertos enquanto a banda iniciava The Conquer. Na segunda música,
Live!, o som já estava muito bom e o público presente,
perto de 100 pessoas, estava acompanhando atentamente. Em Double
Edged Blade a galera começou a empolgar e daí para
frente a festa já estava garantida. A música A Miserable
Life marcou o meio do show, com suas partes lentas que deram um
bom clima. Na parte final do show, o Stormental acelerou com Infernal,
Rising, o cover do Sepultura e para terminar, novamente a faixa
título da banda. Ao meio da música, Alexei apresentou
todos os músicos da banda, com direito a solos individuais.
A platéia no final pediu por mais, mas infelizmente o tempo
de show havia acabado.
A noite seguiu com o show da banda Assignment. Ficamos curtindo
e conversando com muitos do fãs, que compraram as últimas
camisetas e CDs que havíamos levado para a tour. Como se
não bastasse, depois ainda da Assignment uma banda cover
de AC/DC daria o tom da after party para todos no local. Fizemos
uma grande confraternização com as bandas e brindamos
várias vezes ao fim da Mental Live Tour.
Bem... quem disse que não existem organizadores pilantras
em países desenvolvidos? Nem tudo são maravilhas
aqui não! Nosso suposto promoter de Magdeburg simplesmente
nos deixou na mão... Mas o problema logo foi resolvido
assim que fizemos check-in num hotel próximo e compramos
umas cerveja no mercado local.
Eis que chegava a hora de encarar a longa jornada até
Bergen, na Noruega. Na quinta-feira bem cedo, partimos de uma
pequena cidade polonesa, perto da borda com a Alemanha. Atravessamos
o norte da Alemanha em direção a Gotemburgo na Suécia
passando pela Dinamarca. Chegando ao nosso destino, não
encontramos estadia e tomamos a decisão de seguir direto
a Bergen, sem parar. Resultado: foram 28 horas no volante sem
descanso até a cidade do show. Paramos somente para comer
e tirar fotos nas belas paisagens pelo caminho.
O Stormental tocaria numa lendária casa da cidade, o Garage.
Bandas como Immortal, Mayhem, Satyricon, Emperor e inúmeros
outros nomes do Black metal norueguês fizeram seus primeiros
shows ali (e regularmente freqüentam o bar para drinks).
A estrutura do local era impressionante. No térreo ficava
o bar, no subsolo o palco e no primeiro andar o backstage. A passagem
de som foi tranqüila, com um som muito bom saindo dos PAs.
Preparamos também o stand do merchandising e ficamos no
nosso camarim relaxando antes do show.
Depois
de um anúncio apresentando a banda, o Stormental entrou
no palco um pouco antes da meia noite. Todos estavam um pouco
curiosos para saber como o público Norueguês, de
uma das cidades berço do Black metal, reagiria e receberia
o som do quarteto brasileiro. The Conquer soou muito bem, com
a banda dando tudo de si. A platéia acompanhava de perto,
mas aparentava ainda tentar entender o som do Stormental. O show
foi aos poucos esquentando, e em Double Edged Blade a platéia
já começou a bater cabeça junto com Alexei,
Andrei, Hique e Marcos. Rising foi muito bem recebida, assim como
o cover do Sepultura. O merchandising foi vendendo bem ao longo
do show, e as camisetas quase se esgotaram! Por fim, a música
título encerrou o evento. Muitos vieram conversar com a
banda e o Stormental voltou depois ao backstage para tomar umas
cervejas e papear com as outras bandas.
Alf, o produtor do show (que é por sinal primo de uma
das maiores lendas do Black metal norueguês), nos convidou
para passar uns dias em sua casa, numa cidade vizinha de Bergen.
Enfim, tivemos o merecido descanso de nossa longa jornada e também
de passear um pouco pela região. Mas logo se aproximava
a hora de retornar todo o trajeto, em direção a
Alemanha para os últimos dois shows...
Após cinco shows seguidos na Polônia e Eslováquia, eis que retornamos a Varsóvia para mais um show. Jamais imaginávamos que estaríamos de volta no Progresja tão cedo, ainda mais abrindo para o Paul Gilbert...
A turnê mundial do guitarrista americano está promovendo o seu mais novo CD, Silence Followed By A Deafening Roar. O show em Varsóvia não teria uma banda de abertura, em princípio, mas o dono da casa gostou muito da nossa apresentação no dia 01/10 e resolveu nos convidar para abrir e tocar no palco principal da casa.
Assistimos o soundcheck do Paul Gilbert, que por sinal atrasou um pouco, apertando a passagem de som do Stormental, mas o técnico de som da casa é um ótimo profissional e conseguimos fazer uma passagem completa.
A introdução Just Breath foi editada especialmente
para esse show, para que a banda pudesse aproveitar melhor os
40 minutos cedidos. The Conquer seguiu e o público ficou
um pouco "assustado" com estilo da banda, mas as coisas
logo começaram a virar... Live! fez a platéia bater
palmas junto com o refrão e daí pra frente o show
empolgou bastante. Destaques para Live!, Rising e Infernal.
O merchandising mais uma vez vendeu bem e, antes mesmo de Paul Gilbert entrar em cena, alguns já circulavam com a camiseta dos brasileiros no Progresja. Após o término do show, a banda deu alguns autógrafos e se reuniu para assistir a grande atração da noite!
Paul Gilbert foi impecável, com destaque ao jovem baterista. Conhecemos o pessoal da banda e depois fomos tomar umas cervejas com a equipe da casa.
De Wadowice, seguimos para a Eslováquia. A viagem dessa vez foi bem tranqüila, e logo chegamos na capital eslovaca, Bratislava. Randal Club é o clube de heavy metal porte médio mais famoso da cidade. Symphony X e Krisiun já se apresentaram aqui.
Na chegada fomos recepcionados por Mayo, vocalista do Castaway, uma das bandas locais mais importantes da cidade. O Stormental estaria se apresentando junto com outras 4 bandas. Nosso merchandising vendeu bem antes mesmo da banda subir ao palco. Mais uma vez Diogo teve que se dobrar em três: trocar Euro para Coroa Eslovaca, vender o produto e ainda bater algumas fotos de fãs com a banda. Trabalho duro, ainda mais porque poucos lá falavam inglês.
Até então, um dos shows mais marcantes da turnê havia sido o de Verona. A partir de Brastislava, Verona ficou em segundo lugar. O Stormental não foi o headliner do evento, mas foi o show que mais reuniu o público à frente do palco. O salão do Randal Club lotou para acompanhar os brasileiros e para bater cabeça cada segundo do show – sério, literalmente cada segundo. A cada solo de Andrei no baixo o público gritava! Marcos e Hique d´Avila fizeram uma ótima performance e Alexei mais uma vez comandou a festa junto ao pessoal todo. Ao final do show, o público entoou em coro o nome da banda, o que fez o produtor convidar a banda para apresentar um bis, mesmo que estourando o tempo. Com o palco liberado para mais uma, Alexei anunciou Dead Embryonic Cells, e muitos cantaram junto com o Stormental esse grande clássico do Sepultura. Esse foi com certeza o show com mais adrenalina do grupo! Saudações a Bratislava!
Esse foi com certeza um dia muito especial para o Stormental...
Ainda em Cracóvia fomos conhecer o centro histórico
da cidade. Um belo lugar que conquistou o coração
dos cinco brasileiros. Infelizmente, tivemos que logo seguir para
Wadowice pois estávamos todos preocupados com as possíveis
estradas em reformas e seus longos engarrafamentos...
Entre Wadowice e Cracóvia, o manager Diogo recebeu uma mensagem para entrar em contato com urgência com Marek, do Progresja, onde tocamos dois dias antes. Ficamos curiosos... Após um telefonema, Diogo trouxe então uma das melhores notícias da turnê: o Stormental foi convidado para retornar ao Progresja, na próxima terça feira, para abrir o show de ninguém menos que Paul Gilbert! Andrei e Hique, grandes fãs do guitarrista, ficaram felizes como nunca! Mas bem, ainda tínhamos dois shows antes de retornar a Varsóvia...
Wadowice é famosa por ser a cidade natal de João Paulo II. Pois bem, quem achou que ia ser uma cidade calminha por ser o berço de um símbolo religioso tão importante aos católicos, bem, pense de novo! Tocamos num bar, para um público jovem extremamente bêbado e brigão! O show foi muito empolgante, com um boa linha de bangeamento bem colada à banda. Alexei não descansou um só segundo e bateu cabeça o show inteiro junto a galera da frente. Ao final do show, o Stormental resolveu comemorar tanto o show de Wadowice quanto o convite de abrir para Paul Gilbert. Resultado, chegamos no hotel apenas as 6h da manhã! Fica aqui um grande abraço ao pessoal do Hedache!
Tomamos café com Marek no Progresja e seguimos logo para Cracóvia. Infelizmente, a viagem foi um pequeno inferno e chegamos na cidade no meio de um grande e tumultuoso engarrafamento. Nos encontramos com Kenny, da banda Hedache, apenas alguns minutos antes do início do show. Apesar de termos chegado em cima da hora, literalmente, tudo ocorreu bem.
O Tower Pub fica localizado no subsolo de um antigo prédio, no centro histórico da cidade. Foi descendo 3 lances de escadas que nos deparamos com um ambiente digno de filmes de época: um taverna medieval. O palco era um tanto pequeno, mas o som era bom. Enquanto descarregávamos o carro, o Hedache já estava tocando. Tivemos que montar o equipamento com certa pressa, devido ao atraso, mas tudo ocorreu bem. Double Edged Blade marcou um grande empurra-empurra, e Live! só deu mais energia ao pessoal! Ao final, vendemos alguns merchadising, mas logo fomos dormir pois estávamos exaustos da viagem...
Acordamos em Bialistok e seguimos para Varsóvia. A Polônia se agregou a União Européia em 2006 e hoje passa por uma grande reforma estrutural. Logo, as estradas passam por grandes reformas e a economia se prepara para trocar de moeda (de Zlotys para Euro, em 2012). É muito interessante estar no país e ver todas essas transformações. Mas nem tudo são mil maravilhas... tais reformas nas estradas causam grandes engarrafamentos e um viagem de 192 km nos tomou quase 6 horas!
Chegamos no Progresja e logo fomos recebidos pelo dono do local, Marek. Já tínhamos tocado no local na turnê de 2006 e foi muito legal relembrar os grandes momentos que vivemos lá.
A casa possui uma estrutura estonteante e já recebeu (e continua recebendo) nomes como Dimmu Borgir, Satyricon, Meshuggah, Vital Remains, etc. O Krisiun já passou pelo Progresja umas boas vezes e os últimos brasileiros a passarem por lá foi o Torture Squad. Parece que os brasileiros andam em alta por aqui...
O Stormental foi o headliner da noite, tendo duas bandas de abertura. Infelizmente não pudemos acompanhar os shows de abertura, pois a banda estava se preparando no backstage enquanto Diogo teve que ficar cuidando do merchandising e fechando alguns últimos detalhes com o técnico de som. Com Just Breath marcando a introdução do show, as pessoas se aproximaram do palco e alguns possuíam a camisa do grupo. Detalhe especial para a iluminação: o técnico preparou uma combinação de cores especialmente para o Stormental, com o verde e amarelo da bandeira nacional. The Conquer entrou rasgando os PAs com um som perfeito, e o show seguiu com intensidade. Infernal parece estar virando umas das favoritas, com a platéia já cantando o refrão sem mesmo conhecer a canção. Hique mais uma vez apresentou o hino polonês antes da última música do show, a própria Stormental. Ao final, Marek levou ao Stormental uma das famosas especiarias da Polônia, vodka de cereja. O grupo voltou ao palco e brindou a vodka todos juntos. Como se não bastasse, foi em Varsóvia que o Stormental vendeu mais merchandising do que em qualquer outro lugar!
Com o trabalho feito, fomos convidados a ir ao bar do Progresja e comemoramos a noite inteira.
Nosso primeiro show na Polônia marcaria o começo de uma grande semana: 4 shows seguidos no país, e depois 1 show na Eslováquia. Saímos da capital, Varsóvia, e seguimos para Bialistok, que fica a menos de 70 kilometros da borda Polônia com Bielorussia.
Nunca nenhum dos integrantes da banda estiveram tão longe de casa, mas a música do Stormental já estava rolando nas três principais rádios da cidade, que tem aproximadamente 250 mil habitantes. A banda Hellraizer, com quem tocaríamos, foi convidada por uma das rádios para apresentar um especial de 1 hora sobre essa tal banda brasileira que estaria se apresentando no Trze Korony.
O local era bem simples, mas com um técnico de som experiente, que deixou o Stormental com um som bem definido. Com um movimento expressivo de 200 pessoas, a casa ficou lotada e o mais impressionante é que isso era uma terça feira!
O show do Hellraizer foi muito bom, fazendo um heavy tradicional com algumas pegadas de thrash e rock and roll. O Stormental subiu ao palco empolgadíssimos com a quantidade de pessoas que se espremeram à frente do pequeno palco. Marcos Feminella em especial fez um show impecável, mesmo um pouco abatido com uma gripe devido ao clima frio da região. Outro ponto marcante foi a execução do hino polonês por Hique d’Avila na guitarra, que fez o público sorrir de emoção e aplaudir o guitarrista.
Após o show, fomos para a casa de Woytek, guitarrista do Hellraizer, onde a banda nos recebeu e serviu um típico prato polonês chamado Bigos que leva salsicha branca com pão e repolho. Com certeza Bialistok vai ficar em nossas memórias!
Após atualizar nosso sistema de navegação via GPS, fizemos uma última refeição em Viena e seguimos para Brno. Atravessando a fronteira austríaca para chegar à República Tcheca, estávamos em um novo universo, onde é simplesmente impossível se compreender qualquer palavra da língua Tcheca e também onde poucos falam inglês. Era hora de ver o Stormental em suas melhores performances de mímica, hehehehe...
Brno é a segunda maior cidade do país e o Stormental novamente tocaria no Faval Music Circus, uma casa muito famosa da região. A passagem de som demorou um pouco, mas o som ficou muito bom tanto no palco tanto quanto nos PAs da casa. O Stormental seria a terceira banda da noite. Antes de entrar no palco, a barraquinha de merchandising já estava bem movimentada e o manager Diogo passou por poucas e boas para entender o pedido do pessoal e conseguir se entender com a conversão de Euro para a Coroa Tcheca.
A introdução Just Breath reuniu o público bem à frente do palco e The Conquer marcou o início de um show com muita adrenalina. A platéia acompanhou todas as músicas batendo cabeça e muitos compravam drinks e ofereciam a banda após cada musica. A Miserable Life foi muito bem recebida e ovacionada pelas 300 pessoas que ocuparam o Faval Music Circus. Ao final do show, a barraquinha de merchandising vendeu bastante e a banda deu bastantes autógrafos e bateu muitas fotos com os fans, em especial um grupo de 3 bielorussos que vieram para ver a banda. Ficamos muito impressionados com o fato e também muito felizes por termos alcançado pessoas de um lugar tão distante do Brasil.
Fomos conferir o show da Eagleheart, última banda da noite e depois seguimos para nossos aposentos para descansar... Semana que vem, uma grande semana na Polônia!
Dentre todos os países que o Stormental esteve, há sempre um sentimento especial ao lado leste da Europa. Em cada canto do leste, o passado (glorioso ou não) parece ser o presente. A influência comunista dura até hoje: não mais de maneira política, mas sim nos costumes, na arquitetura, na cultura, etc. Em países que há pouco menos de 20 anos não tinham contato com a Europa Ocidental, o cotidiano nos parece ser algo muito peculiar e, obviamente, desperta a curiosidade de todos nós. É hora de seguir caminho e atravessar a extinta Cortina de Ferro...
25/9/2008 - Poprad cancelado
por Equipe
Stormental
Hoje, infelizmente recebemos uma ligação da produtora do festival HaliTour, com a notícia do cancelamento do evento. O Stormental se apresentaria no festival amanhã, na cidade de Poprad, na Eslováquia. Aparentemente o local do show sofreu uma avaria na infra-estrutura e a produtora não conseguiu contornar o problema a tempo.
Com o cancelamento, nossa ida ao Leste Europeu sofreu um dia de atraso, e para compensar vamos para Viena (próximo à borda da República Tcheca, onde será nosso próximo show) fazer uma bela festa!
Desde do primeiro show em As (Bélgica), até o show anterior à Verona, em Milão (Itália), o Stormental se apresentou praticamente em dois tipos de situações: festivais de heavy metal ou em casas de show com espaço para metal. Foi no Stonehenge Live Club que a banda teve a oportunidade de tocar em um clube especializado em metal.
O proprietário do local, Luca Targa, nos recepcionou a tarde em sua casa. Pudemos descansar um pouco antes do show e desfrutar de uma bela janta, com muita conversa sobre bandas, festivais e piadas afim.
O Stonehenge é a casa de heavy mais importante da região. O local já recebeu Ian Paice (Deep Purple), Fabio Leone (Rhapsody of Fire) e logo estaria recebendo a banda Cadaveria. A aparelhagem de som era impecável, assim como a decoração que dava todo o clima (com direito ao balcão do bar ficar em chamas, literalmente).
A passagem de som começou às 19h e logo tudo estava certo. A banda I’mperfect, que iria fazer a abertura do show, teve alguns problemas e por isso tivemos que ser a primeira banda da noite. O Stormental aproveitou para testar sua nova introdução, intitulada Just Breath, e abrir o show novamente com The Conquer. O single Live foi executado com perfeição e daí para frente a banda tocou com grande desenvoltura. Infernal foi dedicada à banda Spiteful Mind, que veio de Milão para assistir o show. O som estava cristalino e a iluminação era muito boa. O grupo terminou o show com a música Stormental, com direito a uma sessão de solo para cada membro da banda.
Com o término do show, nossa barraquinha de merchandising teve bastante movimentação. Por fim, com todo trabalho feito, a banda se reuniu no backstage. Depois de alguns minutos de conversa, a banda mais seu manager chegaram a uma unanimidade: até então, esse foi sem sombra de dúvida o melhor show do Stormental na segunda turnê européia. Deveres cumpridos, era hora dos nossos direitos! Fomos curtir o show da segunda banda, regado a muitos drinks oferecidos por Luca, que fez questão de mencionar mais de uma vez que gostou muito do trabalho do Stormental. A festa foi terminar apenas de madrugada, tendo Marcos e Alexei divindo o palco com a banda italiana.
Depois de algumas desventuras nas redondezas de Milão (com direito a hotéis a mais de mil metros de altura em locais inóspitos), chegamos na cidade capital da moda mundial. Trânsito infernal e belíssima arquitetura, para uma descrição em poucas palavras, que com certeza não consegue captar o clima maravilhoso dessa cidade.
Com um pouco de atraso, o sound check foi tranqüilo. Hique teve algumas dificuldades com a fonte de energia para seus pedais, mas a casa logo contornou o problema. A passagem de som acabou terminando um pouco em cima da hora do show, e a banda acabou ficando sem tempo para jantar. Correrias típicas de turnê...
Depois do show de abertura da Spiteful Mind, o telão da casa começou a rodar o DVD Mental Live Storm, dando o clima enquanto os últimos ajustes eram feitos pelos técnicos. O Stormental subiu no palco às 23h em ponto para um set de 50 minutos de música, e sem muitas pausas. Double Edged Blade marcou forte presença e novamente Rising foi cantada pelo público.
In Front Of You marcou a parte final do show, que foi terminado com a faixa título da banda. O Stormental saiu 5 minutos antes da meia noite e foi curtir o after party oferecido pela produção da casa.
De início, vamos deixar claro que esse foi um dia difícil... acordamos às 5 da manhã na Bélgica e rumamos para Genebra, Suíça. Foram 10 horas de carro, atravessando Luxemburgo e França.
Chegamos em Genebra algumas horas antes do show. O que era antigamente uma fundição de ouro, hoje é um centro integrado para toda as artes. O Usine é um grande centro de cultura, ao lado do Rio Ródano, a apenas alguns minutos do centro financeiro da cidade. O Usine é hoje um símbolo de resistência em Genebra, uma cidade onde a grande maioria das casas de show e bares de pequeno porte foram fechadas pela prefeitura.
Chegando ao local, logo conhecemos Damien, um dos majoritários da casa. Fomos recebidos com um ótimo café, com direito a queijo francês requintado! Logo conhecemos nosso alojamento e começamos a arrumar o palco. Tocaríamos no KAB, uma das casas de shows dentro do Usine. Fel Merino, líder da banda Devil’ Smile, logo chegou e a passagem de som foi tranqüila.
O show começou em ponto, e um público expressivo (para um domingo) acompanhou com atenção o show da Devil’ Smile, que executa um trash com uma singela veia melódica muito interessante. O Stormental logo subiu ao palco e começou seu setlist com bastante energia. A aparelhagem era excelente e a qualidade do som era impressionante. Mais uma vez, Infernal foi um dos pontos altos do show. Para a despedida, o Stormental executou sua versão de Dead Embryonic Cells, do Sepultura, como comemoração pelo dia da independência do Brasil. Ao fim, a platéia veio conhecer a banda e vendemos alguns DVDs.
Por fim, Damien nos convidou para ficar uns dias a mais em Genebra e conhecer a localidade. Depois de um longo dia de viagem e um show, pudemos descansar em nosso alojamento tranqüilos.
Graasjrock é um modesto e tradicional festival da Bélgica, porém,
com um grande público e estrutura impecável. O Stormental foi
convidado pelo site Rock Metal Punk (www.be.rock-metal-punk.org)
para fazer uma entrevista especial, sendo essa a primeira entrevista
internacional do grupo.
A sala de impressa estava cheia para receber a banda, e a conversa
com os jornalistas durou aproximadamente 30 minutos. A montagem
do equipamento de guitarra foi problemática, porém tudo foi resolvido
a tempo para começar o show no horário.
O salão do clube Fuego em Maaseik lotou para o show, o penúltimo
da noite. Com a introdução do espetáculo Perception of the
Other, o público se aproximou ao palco e acompanhou de perto
The Conquer, que foi executada logo na seqüência. O destaque
do show foi a platéia pedindo Rising, música a qual cantaram
o refrão junto com o Stormental. Depois do show, o grupo foi dormir
o mais cedo possível, pois o próximo show seria em Genebra, 10
horas de viagem.
Depois de ensaiar no estúdio Ice Kingdom, ainda em Leuven, a
banda aceitou o convite da banda Angeli de Pietra a ir para a
cidade de Antuérpia descansar um pouco antes do show no festival
Grassj Rock.
Ficamos no centro da cidade, na casa do guitarrista e líder da
banda, Quevin, que o Stormental conheceu em sua primeira turnê
pela Europa. Fomos visitar o clube de heavy metal local,
Pandemonium, e o que era para ser uma noite de descanso acabou
virando uma grande festa até altas horas. Fica aqui um grande
abraço para o pessoal do Angeli di Pietra.
Depois de uns dias de descanso em Neerpelt (norte
da Bélgica), seguimos para Leuven. Cidade natal da Stella Artois,
Leuven é um grande centro universitário e também muito famosa por
ter a maior concentração de bares no mundo. Mesmo com todos essas
distrações, tivemos que ir direto ao clube Sojo para nos encontrar
com os organizadores e preparar o equipamento para o show.
O partido socialista de Leuven construiu o clube Sojo para que a
comunidade pudesse organizar shows e eventos de maneira que os jovens
pudessem ter uma vida social. Para uma casa pública, a estrutura
era simplesmente impressionante.
Tocamos junto com Pilotfish, banda de rock progressivo. Bas, o vocalista,
já era conhecido da banda na sua primeira turnê pela Europa. Fizemos
um set list maior, pois éramos o headliner do evento. Após o show,
o merchandising vendeu bem e fizemos vários contatos. Esse show
foi, de fato, uma preparação para o Grassj-rock, onde seremos uma
das atrações principais.
Hoje seguimos para os Países Baixos para rever
nossos novos amigos da Heidevolk, banda que nos convidou para irmos
assistir ao Dynamo, festival aberto ao público. Hoje o Dynamo é
muito menor do que era nos anos 90, mas a estrutura e o cast de
bandas continua muito bom. Mad Sin da Alemanha foi um dos melhores
shows, e Anathema fechou muito bem o evento.
Saímos de Bruxelas para As, no interior do
país, para nosso segundo show da turnê (o primeiro em solo
europeu). Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que começamos
com o pé direito.
Vlamrock é um festival de porte médio-grande, com uma estrutura
perfeita. São três palcos, 2000 pessoas e mais de 30 bandas.
Tocamos a tarde no palco principal.
O set list foi curto e direto. Entre as musicas
novas, Infernal foi recebida muito bem, e das músicas do primeiro
álbum, Rising foi cantada por muitos!
Fechamos bem com a música Stormental e saímos do
palco com o público gritando mais ("we want more..."), porém, em
festivais desse porte, extrapolar seu tempo no palco significa uma
bela multa!
Fizemos vários contatos e conhecemos o pessoal
da banda Heidevolk (Holanda). Eles nos convidaram para irmos assistí-los
hoje no Dynamo em Eindhoven.
Dynamo foi um importante festival do país deles, mas acabou perdendo
espaço para o Wacken. Mesmo assim, é um pequeno festival extremamente
respeitado no meio e nessa edição o headliner será a banda Anathema.
Um dia antes do primeiro show, seguimos para
Bruxelas, capital da Bélgica.
Passamos de madruga pela Holanda, na cidade
de Kerkrade, onde a banda tocou em sua primeira turnê.
Chegamos exaustos em Bruxelas,
mas ainda saímos para conhecer um pouco da cidade.
26/08/2008 - Rumo ao Velho Mundo!
por Equipe
Stormental
E aqui começa mais uma turnê no Velho Mundo. Temos 18 datas
a frente, muito chão para rodar, muitos contatos para fazer, e
muita cerveja para beber, obviamente!
Com o vôo internacional saindo dentro do horário, todo mundo pensou
que seria perfeito. Mas não foi bem assim... avião lotado, não
teve filme e nem videogame, como prometido, e ainda muita turbulência.
Apesar destes empecilhos, chegamos em Frankfurt num dia ensolarado
para compensar.
Pegamos nossa tour-van e seguimos para Obertshausen para descansar.
Umas cervejinhas para dormir bem e uma volta na simpática cidade.