|
 Localizada
a sudeste de Florianópolis, em frente à
Praia do Campeche, a ilha possui um rico ecossistema
e abriga representativa parcela do patrimônio
arqueológico do Estado de Santa Catarina.
Formada por costões e morros recobertos
de Mata Atlântica, possui uma única
praia com areia fina e extremamente clara.
O mar, que tem coloração variando
entre verde e turquesa, possui poucas ondas,
agradando a mergulhadores e crianças.
Desde fevereiro de 1940, a Ilha do Campeche
está sob os cuidados da Associação
Couto de Magalhães, uma entidade que atualmente
trabalha pela preservação do
lugar.
Sítios
Arqueológicos
Com
mais de 100 petróglifos distribuídos
em 10 sítios arqueológicos,
nove estações líticas,
monumentos rochosos e sambaquis, a Ilha do
Campeche foi tombada pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional - Iphan como
Patrimônio Histórico e Ecológico
da Nação.
Segundo estudiosos, o local possui sozinho
mais inscrições rupestres que
a Ilha de Santa Catarina, a Ilha do Arvoredo
e a Ilha das Aranhas, todas juntas. Entre
os sinais deixados pelos povos antigos estão
símblos geométricos, flechas,
zoomorfos e antropomorfos e as máscaras,
também encontradas nos costões
da praia do Santinho.
As oficinas líticas mostram amoladores
em granito e diabásio. Os povos antigos
também deixaram um monolito com nove
metros de altura e um ponto magnético
sinalizado com inscrição rupestre
onde as bússolas têm comportamento
alterado.
Vegetação
Nativa
A
mata atlântica abundante na Ilha começou
a ser depredada já com os primeiros
colonizadores. O principal foco era o pau-campeche,
que dá nome ao local e que, a exemplo
do pau-brasil, era largamente usado para tingir
tecidos.
Além do extrativismo, a vegetação
deu lugar a plantações de mandioca
que alimentavam os pescadores estabelecidos
na Ilha.
Com o tombamento da Ilha, tanto a depredação
por extração quanto o cultivo
de plantas exóticas deram novamente
espaço à mata original, que
hoje ocupa uma área de 52 hectares.
Fauna
em Desequilíbrio
Com
a ocupação da Ilha pela Associação
de Pesca Amadora Couto de Magalhães,
alguns animais exóticos foram inseridos
no local para que exterminassem escorpiões
e para que servissem de caça aos pescadores
que por ventura ficassem ilhados por conta
do mau tempo. Com isso, macacos, quatis, galinhas
e patos passaram a fazer parte da paisagem.
O problema é que a caça não
atendeu à demanda, e houve um grave
desequilíbiro ecológico. Com
a mudança para Associação
Couto de Magalhães para Preservação
da Ilha do Campeche, os macacos foram eliminados
da Ilha. No entanto, os quatis ainda permanecem
no local, alimentando-se de ovos, pássaros
e de restos de comidas deixados pelos visitantes.
Trilhas
Monitoradas
Os
barcos que chegam à Ilha atracam na
Praia da Enseada. Com cerca de 800 metros,
esse é o único reduto em que
os visitantes podem ficar. Para conhecer os
costões, os sítios arqueológicos
e os monumentos rochosoos é necessário
fazer uma das várias trilhas monitoradas.
O valor pago por trilha é de R$ 5,00,
sendo que R$ 2,00 são destinados à
preservação da Ilha e R$ 3,00
são pagos ao guia. Existe a opção
de passeio de trajeto mais longo, que custa
R$10,00, mas apenas para pessoas com uma boa
condição física. O passeio
com mergulho custa R$35,00 e inclui roupa
e acessórios de segurança, guia
e condução pelo barco.
É expressamente proibido fazer trilhas
sem os guias. Também é proibido
acampar, fazer fogueiras e levar ou pegar
animais e plantas.
Para que a preservação seja
efetiva, são permitidos no máximo
400 visitantes por dia no local.
Conheça algumas trilhas da Ilha:
Como
Chegar
Há
três pontos de saída de barcos
para a Ilha do Campeche.
A partir da praia da Armação,
o passeio dura aproximadamente meia hora.
A partir do Pântano do Sul, quarenta
minutos. E a partir da Barra da Lagoa, uma
hora e quinze minutos. Os valores variam entre
R$ 15,00 e R$ 35,00 por pessoa, dependendo
do local de saída.
Para
mais informações, consulte as
empresas operadoras de turismo na Ilha do
Campeche:
|