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Lagoa da Conceição

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Florianópolis, ninguém discute, é linda. Ilha oceânica com 53 km de comprimento no sentido norte-sul e entre 5 e 15 km de extensão no sentido leste-oeste, comporta vários mundos em seu interior. A Lagoa da Conceição é um destes mundos, que disputa com a ponte Hercílio Luz – obra de arte da engenharia que foi a primeira ligação entre Florianópolis e o continente – a condição de principal cartão postal da cidade.

A vida na Lagoa da Conceição está em constante manutenção, sintonizada com as estações. É um universo que obedece os ciclos da natureza, mas tem uma característica especial: geograficamente localizada no centro da Ilha, cercada por algumas das mais famosas praias de Santa Catarina, a Lagoa da Conceição é um ponto de encontro, um cruzamento de caminhos e espíritos, um mundo limite entre muitos mundos…

Múltiplas Facetas

A diversidade da Lagoa pode ser percebida na natureza, nos tipos humanos, nas atividades ali desenvolvidas.

A natureza é abençoada: um lençol d’água com aproximadamente 15 quilômetros quadrados cercados por montanhas e com uma ligação através de um canal com o mar. Em muitos lugares de seu contorno, só existe acesso de barco, sendo que a maior parte de suas margens ainda está praticamente intocada.

Este universo oferece várias perspectivas. Ao sul, fica o Canto da Lagoa. Há dez anos, o metro quadrado ali era muito barato; hoje, o lugar é bastante valorizado. Professores universitários, funcionários públicos, novos ricos, alternativos em busca de qualidade de vida e os aposentados disputam palmo a palmo o espaço com os nativos. São casas modernas de alto padrão que dividem o território ainda rural com casas de ilhéus que estão ali há gerações. Existem pessoas idosas que há muito tempo – em alguns casos anos – não vão até o centro de Florianópolis.

A Cara Urbana

Outra perspectiva é a do “Centrinho”. Ali ficam o shopping, as bancas de revista, os supermercados, as locadoras de vídeo, o posto de gasolina, as lojinhas de surfwear, alguns barzinhos, o Casarão da Lagoa – casa de cultura que oferece oficinas de música, fotografia, arte, restaurantes, as marinas e a ponte de pedra, sob a qual atravessamos a Lagoa para seu lado leste. O “Centrinho” é a cara urbana da Lagoa e a porta de entrada para quem vem do centro de Florianópolis, depois de atravessar um morro com sinuosas curvas da qual se descortina outra perspectiva da Lagoa: a do Mirante do Turista.

Antes de atravessar a ponte de pedra, à esquerda, fica o caminho para a Costa da Lagoa. É possível ir de carro por alguns quilômetros; depois, só a pé, por trilha. Ou de barco – a maioria das casas, bares e restaurantes da localidade tem trapiche para atracação. Existem barcos que fazem o transporte coletivo, e também é possivel fretá-los. Ali, a vida é completamente rural. O passeio de barco vale a pena e pode terminar num dos muitos restaurantes da Costa, que oferecem frutos do mar fresquíssimos a preços irrisórios.

Passando a ponte de pedra, chega-se à Avenida das Rendeiras, conhecida por este nome por causa das “velhas rendeiras tradicionais” que podem ser encontradas em pequenas casinhas de madeira em sua extensão. Elas fazem renda de bilro, mas a atividade está em extinção- em contato com os “estrangeiros”, a nova geração de rendeiras está pouco convicta em dar continuidade às tradições.

Da Lagoa Para o Mar

Depois da Avenida das Rendeiras, ampliam-se os caminhos. Logo após o seu término, há uma encruzilhada, em frente uns 5 km, fica a Joaquina, palco de etapas concorridas de campeonatos brasileiro e internacionais de surf. À esquerda, subindo o morro, é a estrada que leva à Barra da Lagoa, onde ela se encontra com o mar. No caminho, à direita, fica a descoladíssima Praia Mole. E a Galheta, praia de nudismo, recentemente tombada como área de preservação pela Prefeitura, a qual só se chega por trilha partindo pela Praia Mole. À esquerda da estrada, em cima do Morro, descortina-se uma visão da lagoa mais panorâmica que aquela do Mirante do Turista.

No pé do morro, depois de uma descida radical com o visual da Lagoa à esquerda, fique atento para uma pequena ponte. Um pouco antes, também à esquerda, fica a Ponta das Caranhas; ali tem um bom restaurante com o mesmo nome. À direita, uma estrada estreita leva a Fortaleza da Barra, na qual inúmeros restaurantes oferecem mesas com guarda-sóis coloridos em cima de trapiches sobre o canal que leva a lagoa até o mar. Ali é o caminho das lanchas, dos jet-skys e dos barcos de pesca em seu vaivém.

Depois da ponte, chega-se à Barra da Lagoa. Dali, existe uma estrada que vai rumo norte até Ingleses, uma freeway asfaltada dentro do Parque Florestal Rio Vermelho, margeada por eucaliptus e pinus. A Lagoa continua à esquerda , durante uns 8 km, até chegar em São João do Rio Vermelho, pequena comunidade nativa, onde termina. Um bom ponto de observação fica no quartel da Policia Ambiental. Mais adiante, já no Rio Vermelho, dá para ver as margens do outro lado, ao pé dos Morros do Saquinho e do Tijuco.

Do lado direito desta estrada, em toda a extensão do Parque, fica a Praia do Moçambique, a maior da Ilha, com 12 quilômetros desde a Barra da Lagoa até a Ponta das Aranhas, já quase no Santinho. Do lado do morro da Lagoa, no Mirante do Turista, até aqui, percorre-se mais ou menos uns 20 quilômetros, passando por cinco praias, uma lagoa e infinitos mundos.

Lagoa 24 horas

O dia na Lagoa da Conceição começa cedo e termina tarde. Na alvorada, pescadores saem com suas embarcações pela Barra enquanto os garçons recolhem as garrafas, limpam as mesas e fecham o caixa dos bares. Madrugadores observam o movimento durante seu jogging, andam de bicicleta ou buscam a primeira fornada de pão. Surgem os primeiros carros com pranchas de surf na capota. A Lagoa, apesar de não ter ondas, é o paraiso dos surfistas. Ao seu redor ficam as melhores praias para o esporte na Ilha: Joaquina, Mole, Moçambique. A Lagoa é o caminho para todas elas e, a partir de suas estradas, da para chegar ao Santinho, no norte, e ao Campeche , no sul. Todos os caminhos se cruzam na Lagoa.

A Lagoa também é palco de outros esportes radicais. Dos morros que a circundam, é comum ver asas-deltas e parapentes colorindo o céu. Nas dunas, desde a Avenida das Rendeiras até a Joaquina pratica-se o sandboard, um tipo de surfe praticado na areia. Na Lagoa imperam as lanchas, os pequenos barcos a vela, os jet-skys, o mergulho e o windsurf. A Ilha de Santa Catarina não tem marinas em suas costas marítimas. Pois a Lagoa tem duas em operações e outras duas em implantação. É das marinas que saem as lanchas que cruzam suas águas e se aventuram mar adentro através do canal da Barra.

Os pequenos veleiros, na maioria, saem do LIC (Lagoa Iate Clube), que organiza regatas válidas para o calendário estadual e nacional e tem boa infra-estrutura náutica. A única restrição à navegação na Lagoa é causada pelas duas pontes – a que liga o Centrinho à Av. das Rendeiras e outra sobre o canal da Barra. Ambas têm o vão baixo e impedem a passagem de barcos a vela , a não ser que o mastro possa ser retirado e colocado novamente; mesmo assim, é um trabalhão.

No meio da manhã , a Lagoa começa a fervilhar, principalmente nos fins de semana. Os esportistas já estão nas águas, ou nos morros, quando chegam os praieiros. Então acontece o primeiro engarrafamento do dia, no Morro da Lagoa, quando os carros se enfileiram, na subida , atrás do ônibus Barra da Lagoa.

Sol do Meio-Dia

A hora do almoço é democrática e elástica na Lagoa. A partir das 11 horas é possível comer qualquer coisa, em qualquer lugar, por qualquer preço. Tem restaurantes de todas as especialidades: frutos do mar, massas, pizzas, comida natural e até casa de sucos e sanduíches. Os bastantões – um comercial dá para dois ou três e custa mixaria – concentram-se no Canto da Lagoa. Os mais sofisticados ficam no Centrinho e na Av. das Rendeiras, onde estão as marinas. Na Costa, é possível comer bem e barato. Na Joaquina e na Barra, especialmente na fortaleza (na margem do canal) , também há opções variadas.

De tarde, como de manhã, o melhor programa é o sol, a praia, o mar, a lagoa, a paquera, a observação dos tipos humanos que, junto com o cenário de beleza natural, fazem o encanto da Lagoa. Tem o manezinho que leva seu passarinho para passear carregando a gaiola. Tem a professora de aeróbica fazendo jogging com o cachorro. Tem a garota que sempre faz topless no canto esquerdo da praia Mole. Tem o louro barbudo e barrigudo que joga frescobol olhando a moça do topless. Tem o pessoal dos espetáculos. apresentadores, e repórteres de televisão, cantores e instrumentistas que agitam as noites nos bares e são vistos nos restaurantes, nos bares, nos trapiches, nas praias. Tem o rastafari com os cabelos cheios de tranças e sua eterna touca com as cores da Jamaica. Tem o Andrino, mané famoso que já foi prefeito, deputado federal e dono do postinho. Os personagens não têm fim.

A Hora do Sol Poente

Todos se encontram no final da tarde no Postinho, um posto de gasolina que fica no Centrinho, ao lado do shopping. Ali concentram-se algumas confeitarias que dividem uma clientela faminta. Das 16 até as 19 horas, o movimento não pára e se espalha pelas redondezas: supermercados, lojinhas, diversas locadoras de vídeo, padarias, bancas de revista, a praça onde às vezes tem show ou feira de artesanato, o Casarão, os barzinhos…

Neste período acontece o segundo engarrafamento, o da volta para casa. Dependendo do clima é mais ou menos intenso. Se chover no meio da tarde, é um inferno: Todos saem da praia ao mesmo tempo. Quem sai da Joaquina disputa espaço com quem vem da Barra e da Mole para entrar na Av. das Rendeiras. Depois, no morro da Lagoa todos se enfileiram atrás do ônibus – de linha e de turismo. Com todos cansados, suados, salgados e famintos, o nível de irritação é imenso. Haja paciência!

Agitação até a Madrugada

No início da noite, há um interregno. Uma parada para o jantar, o banho, a produção para o reinado noturno. Logo, a Lagoa se enche novamente. Aí , os endereços da agitação mudam. Uma “via sacra” sob o luar começa no Mirante do Turista, e termina no Ponto de Vista, depois da Praia Mole, na estrada para a Barra, ambos com uma visão panorâmica da Lagoa à noite de arrepiar. Entre os dois, existem dezenas de alternativas.

Uma delas é o no próprio Centrinho, com vários opções de bares e casas noturnas e um trapiche ideal para namorar. Ainda no Centrinho tem os bares das marinas e alguns restaurantes. O agito continua depois da ponte com os diversos bares e casas noturnas da Avenida das Rendeiras. No caminho em direção ao Rio Tavares também tem algumas opções interessantes, desde bar com sinuca até restaurantes especializados.

Saiba mais sobre a Lagoa da Conceição.

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