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O
prédio que hoje abriga o Mercado Público de Florianópolis foi
construído em frente à Alfândega no ano de 1898, em substituição
ao antigo mercado, o qual foi demolido em 1896 após 45 anos
de funcionamento.
A história
deste primeiro mercado é um importante marco para a cidade.
Foi o debate sobre a sua localização, entre os anos de 1791
e 1848, que deu origem aos dois primeiros partidos políticos
de Santa Catarina.
Em sua construção
no ano de 1851, um bloco retangular de quatro faces com uma
porta de cada lado, veio pôr fim a uma luta travada durante
meio século, entre uma facção que desejava manter o Mercado
na praça em frente à Matriz, instalado em pequenas barraquinhas,
"barraquistas", e os que desejavam transportá-lo para onde está
localizada hoje a Capitania do Portos, "judeus".
Barraquistas
e opositores se arregimentaram para um ajuste de contas pelas
urnas, para firmar o seu princípio de liderança, no ano de 1847.
De um lado, os que queriam o Mercado na atual Praça Fernando
Machado, e de outro, os que queriam o Mercado em Santa Bárbara
ou em qualquer outro ponto da cidade, exceto na Praça.
Em março
de 1848, o Decreto no 252, autorizava o presidente da Província
a "edificar nas marinhas em frente à Igreja Matriz da Cidade
do Desterro, numa Praça de Mercado, seguindo a planta que acompanha
a presente lei". A planta era do 1o Tenente Eng. João de Souza
Melo e Alvim, tendo sido aprovada, em substituição ao projeto
dos três barracões do Vereador Antônio Francisco de Faria. A
Província construiria o edifício que, depois de pronto, seria
entregue à Municipalidade.
Após
ter servido durante 45 anos, a sua demolição deixou um Largo, que foi embelezado,
e suas árvores permaneceram até 1917.
O
atual Mercado Público Municipal foi construído em duas etapas:
a primeira, em 1899, contava com apenas uma ala. Em 1915 foi
construída em cima de um aterro a segunda ala, bem como as torres,
as pontes que as interligam e o vão central. A totalidade da
construção conta com 140 boxes, onde encontramos roupas, utensílios,
alimentos e trabalhos de artesanato em cerâmica, palha e vime.
O prédio,
com os diversos bares do vão central, é um ponto de encontro,
tanto para os nativos quanto para os turistas, bem como palco
de manifestações populares. Lá o visitante pode se deliciar
com diversos pratos da gastronomia local, com destaque para
a porção de camarão e de peixe frito, sempre acompanhado de
um chope gelado. Este, inclusive é um dos programas mais populares
entre os manezinhos, que frequentemente se encontram no local
para curtir uma tarde animada com muito samba e pagode, discutir
política, jogar dominó ou apenas bater papo com os amigos e
conhecidos.
Dizem que
o Mercado Público é um dos espaços mais democráticos da Ilha,
talvez pelo fato de reunir em um só endereço artistas, políticos,
boêmios e pessoas simples, sem distinções. O vão do Mercado
Público também é usado para apresentações folclóricas. Em uma
visita ao local você pode se deparar com boi de mamão, maricota,
maracatu e muitas outras expressões da cultura regional.
Incêndio
No dia 19 de agosto de 2005, por volta das 8h20 da manhã,
um incêndio na ala esquerda do Mercado Público
destruiu toda a área interna deste lado do complexo.
A ala precisou ser inteiramente reconstruída e hoje seu
funcionamento já está normalizado.

Horário
de funcionamento As lojas ficam abertas de segunda a sexta-feira das 9h
às 18h e sábados das 9h às 12h. Durante a semana, os bares
ficam abertos até as 22h, aproximadamente. Aos sábados ficam até
as 15h, em média. Não abre aos domingos.
Rua
Conselheiro Mafra, 255, Centro. Telefone: (48) 2106-7195 (após o sinal,
digitar 7245). 
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