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Na
planície próxima ao mar, ao pé
de uma colina, o bandeirante Francisco Dias Velho
fundou, em 1662, a Vila Nossa Senhora do Desterro.
E é neste local que está atualmente
a Praça XV de Novembro, com sua pavimentação
em petit pavê reproduzindo um desenho com motivos
do folclore ilhéu, desenhado pelo artista plástico
Hassis.
Foi
a partir dali que a cidade começou a expandir-se,
com suas pequenas ruelas margeando a praia. Até
hoje a malha viária original está conservada
no Centro Histórico, com as ruas João
Pinto, Tiradentes, Víctor Meirelles, Fernando
Machado, Anita Garibalde, Saldanha Marinho, Nunes
Machado, Antônio Luz e Travessa Ratcliff a leste
e ruas Francisco Tolentino, Conselheiro Mafra, Felipe
Schmidt, Trajano, Deodoro, Jerônimo Coelho,
Sete de Setembro, Álvaro de Carvalho, Pedro
Ivo e Padre Roma a oeste. Esta área concentra
uma grande quantidade de construções
históricas, as quais apresentam as características
arquitetônicas originais preservadas por lei.
Na
Praça XV está o Monumento em Honra aos
Heróis Mortos na Guerra do Paraguai e os bustos
que homenageiam catarinenses famosos: Cruz e Sousa,
poeta, Víctor Meirelles, pintor, José
Boiteux, historiador, e Jerônimo Coelho, fundador
da imprensa no Estado.
Arborizada
durante o século XIX, a praça recebeu
árvores de grande porte, como palmeiras imperiais,
ficus indianos e cravos da Índia, mas com certeza
a vedete arbórea é a Figueira Centenária.
Diz-se que ela nasceu em 1871 em um jardim que existia
em frente à Igreja Matriz e que foi transplantada
para o seu lugar atual em 1891. Tradicional, cantada
em prosa e verso pelos artistas ilhéus, traz
consigo superstições, como a de contorná-la
várias vezes para atrair casamento e fortuna.
Se a simpatia funciona ou não, só testando
para saber, mas não deixe de aproveitar sua
sombra fresca, que abriga vários banquinhos
onde os aposentados da cidade descansam e jogam conversa
fora.

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