
O
Ribeirão da Ilha foi uma das primeiras comunidades
do Estado e a primeira de Florianópolis a ser habitada,
no século XVI, pelos índios Carijós. O nome dado à
praia origina-se de um pequeno rio ou ribeira, situado
no local (ribeiracô em linguagem indígena).
De acordo com historiadores, os primeiros navegadores
portugueses e espanhóis chegaram por volta de 1506.
Vinte anos mais tarde, o navegador Sebastião Caboto
atravessou o Atlântico e veio para cá, e segundo informações,
foi no Porto do Ribeirão que Caboto teria ancorado.
Entre 1748 e 1756 houve a colonização efetiva da Ilha,
desembarcando cerca de seis mil açorianos. Alguns
autores contam que cinquenta casais estabeleceram-se
no Ribeirão da Ilha.
Localizado
a 36 quilômetros do centro de Florianópolis, o Ribeirão
da Ilha é composto por várias praias pequenas, de
águas calmas e areia grossa. É considerado um dos
poucos lugares do litoral Sul do Brasil que conserva
bem os traços da colonização portuguesa. Um passeio
até a praia é uma volta aos costumes e cultura açorianos.
Logo quando se chega, percebe-se os traços definidores
desta cultura ainda preservados de forma original
e intensa. As casas, em sua maioria, possuem paredes
rosas com janelas amarelas ou brancas. Ou verde com
azul. As cortinas também chamam a atenção, quase todas
feitas de renda. Além disso, é comum a presença de
mulheres debruçadas na janela, apreciando o movimento
do lado de fora, ou proseando com alguma comadre que
por ali passa. Enquanto isso, seus maridos, quase
todos pescadores, puxam as redes na praia para trazer
peixe fresco para casa.
O casario açoriano, a Igreja Nossa Senhora da Lapa
do Ribeirão e o Museu Etnológico do Ribeirão da Ilha
(que guarda documentos e algumas peças que contam
a história da região) são alguns exemplos de lugares
típicos de Florianópolis que também estão situados
no Ribeirão da Ilha.