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Florianópolis
tem praia para todos os gostos, de águas quentes e frias, para
surfistas ou banhistas. As praias frias da Ilha são as do Leste
e Sul. A baixa temperatura das águas desses lugares
está ligada ao seu contato com o mar aberto. As de água agradável
são as da parte Norte: sua posição "abrigada" do oceano
e sua pouca profundidade acabam resultando na temperatura mais
elevada.
A
temperatura da água de Florianópolis oscila especialmente em
função de um fenômeno chamado ressurgência. As águas gélicas
do fundo do mar vêm à superfície através da movimentação das
marés. É comum em costões.
Outro
fator que deixa as águas frias na Ilha, é o encontro das correntes
do Brasil e das Malvinas. Também chamada de Falklands, esta
última é fria, chega em setembro e sai em novembro das águas
florianopolitanas - ela é responsável pelo aparecimento dos
pinguins nessa época do ano. A corrente do Brasil, ao contrário
da corrente das Malvinas , vem do Norte e é quente. "Só
a partir de janeiro é que realmente esta corrente começa a influenciar
na Ilha deixando as águas um pouco mais quentes", afirma
o instrutor de mergulho da escola Homem-Rã, Lucas Dias da Silva.
Estas
correntes atingem diretamente as praias aque estão em contato
com mar aberto. O encontro com as águas oceânicas contribui
para o resfriamento da água. As praias do Leste e Sul, portanto,
são as mais frias. Estão de frente para o oceano. Algumas delas:
Joaquina - a mais fria de todas,
Mole, Galheta (foto), Barra da Lagoa, Moçambique, Santinho, Naufragados,
Açores, Pântano do Sul, Campeche, Morro das Pedras,
Lagoinha, Praia Brava e Ingleses.
Já
as praias que ficam "abrigadas do mar aberto são quentes".
A maioria delas não tem ondulação e são de pouca profundidade
- dificilmente acontece a ressurgência: Canasvieiras, Daniela,
Jurerê e Sambaqui são alguns exemplos.
Fonte: Diário
Catarinense - janeiro 1997
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